Farmácias voluntárias recebem remédios que sobram para doação

Locais em Rio Preto (SP) ajudam pacientes que não conseguem comprar. Medicamentos doados passam por análise de farmacêuticos voluntários.

Para dar um fim a remédios que ficam esquecidos dentro das casas, voluntários de São José do Rio Preto (SP) criaram farmácias que ajudam a destinar estes medicamentos, que não são mais usados e ainda dentro da validade, para pessoas que precisam e às vezes não têm condições de comprar. Além de ajudar, a medida evita o descarte irregular de medicamentos.

Uma dessas farmácias comunitárias funciona dentro de uma igreja da cidade. Tudo que chega é analisado por uma equipe de farmacêuticos voluntários, como explica a farmacêutica Eloísa Amaral de Pádua. “A gente recebe as doações, faz a triagem, sempre respeitando a validade, e faz as doações para pessoas que estão precisando dos medicamentos. Ajudamos bastante gente fazendo essa doação”, afirma Eloísa. Qualquer pessoa pode pegar o remédio de graça, desde que esteja com a receita e apresente um documento.

Quem tem remédio em casa dentro do prazo de validade e não usa mais também pode doar para uma farmácia que funciona dentro de um hospital psiquiátrico, que é referência na região noroeste paulista.

De acordo com a farmacêutica Ana Lúcia Longo de Abreu, responsável pelo departamento do hospital, cerca de 20% dos medicamentos que estão na farmácia chegaram de doações. Ana Lúcia afirma que essa porcentagem faz a diferença. “Por ser um hospital filantrópico, a gente consegue economizar de R$ 5 mil a R$ 10 mil no mês e esse dinheiro é destinado aos pacientes para fazer outras atividades em outro setor”, afirma.

Muitas pessoas guardam os remédios que sobram de um tratamento e nunca mais usam, o que acaba sendo um desperdício, já que eles vencem. Como é o caso da vendedora Sueli Marlene Dias da Silva. Ela conta que tem uma grande quantidade de remédios em casa. “A gente vai ao médico e ele te passa receita, você compra o remédio. E acaba juntando tudo, eu fico perdida toda vez que olho na caixa de remédios. Tem uns que estão vencidos desde 2013”, afirma a vendedora.

O aposentado Arlindo Ortêncio aprova o projeto das farmácias comunitárias. “É necessário ter esse atendimento para nós. Eu, por exemplo, não tenho mais condições de pagar o remédio no custo que está atualmente”, diz o aposentado.

O desempregado Marcos Antônio Renofio utiliza os medicamentos das farmácias voluntárias e diz que isso ajuda nas contas do fim do mês. “É excelente para gente porque é uma economia muito grande. O meu remédio, por exemplo, custa mais de R$ 100 por mês e isso dá uma boa ajuda para gente comprar outras coisas”, afirma. G1

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