qua, 12 de agosto de 2026

Familiares de vítimas acreditam que homens foram torturados em emboscada

As declarações de óbito dos quatro homens assassinados em Icaraíma, no Paraná, indicam que eles podem ter sido torturados antes de morrer. Os documentos, que apontam politraumatismo, traumatismo craniano e ferimentos por arma de fogo, levantam a suspeita de que as vítimas sofreram mais do que apenas os disparos. A advogada da família, Josiane Monteiro Bichet, acredita que eles caíram em uma emboscada.

Os homens — Robishley Hirnani de OliveiraRafael Juliano MarascalchiDiego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza — estavam desaparecidos há 44 dias. Eles viajaram de São José do Rio Preto para Icaraíma para cobrar uma dívida de R$ 255 mil. Os corpos foram encontrados no dia 18 de setembro, em uma área de mata, após a polícia localizar o carro deles, que estava enterrado em um bunker.

Suspeitos estão foragidos e família cobra justiça

A advogada Josiane Bichet relatou que uma das vítimas tinha, inclusive, um afundamento de crânio causado por um objeto contundente. “Essas pessoas sofreram vários traumas antes de morrerem. Para nós, foi uma surpresa, porque nós imaginávamos que essas pessoas tivessem morrido rápido”, disse.

Os principais suspeitos do crime, Antonio Buscariollo, de 66 anos, e seu filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22, estão foragidos há mais de um mês. A defesa deles nega qualquer envolvimento.

A família das vítimas continua em busca de justiça. Denise Cristina Pereira, esposa de Robishley, lamenta que os suspeitos ainda não foram presos. “A maior angústia é saber que o mandante não tem mandado de prisão. Tem pessoas que estão no bar, tomando cerveja, como se nada tivesse acontecido. Pelo menos conseguimos dar um último adeus”, desabafou.

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