Família reconhece corpo de jovem atropelado na Washington

O jovem que foi deixado morto no canteiro central da rodovia Washington Luís (SP-310) por 15 horas após ser atropelado é Felipe Santos Rocha, um adolescente de 17 anos. O corpo foi reconhecido pelo padrasto nesta segunda-feira, dia 4. Ele foi atingido pelo carro conduzido pelo advogado Leandro Pereira da Silva, 40 anos, na madrugada de domingo, dia 3. O acidente aconteceu por volta das 2h, mas a vítima só foi encontrada aproximadamente 15 horas após o atropelamento, depois que a advogada de Leandro procurou a Polícia Civil para informar sobre o ocorrido.

Até então, a polícia não havia sido informada sobre o acidente. De acordo com o registro policial, a advogada Bruna Lemes Féboli chegou à Central de Flagrantes por volta das 16h, à procura do boletim de ocorrência, que ainda não havia sido elaborado. Ela informou à polícia que o corpo da vítima ainda estava em uma vala, no quilômetro 432 da rodovia. O delegado Davi Ferreira da Rocha, acompanhado do investigador Vicente Benicasa Junior, esteve no local do acidente. Lá, a Polícia Civil encontrou o corpo do rapaz atropelado jogado em uma vala, no canteiro central da rodovia.

Uma das pernas da vítima foi encontrada a 20 metros do corpo. “Não sei como ele (o motorista) conseguiu dormir. A perna (do Felipe) estava fora do lugar, os braços soltos. Como ele conseguiu ver isso e ir embora sem prestar socorro?”, disse o porteiro Tiago da Silva Gomes, 30 anos, padrasto da vítima. O menor estava em uma festa em uma chácara no distrito de Schmitt quando resolveu ir embora a pé, segundo a família. O velório ocorre no cemitério São João Batista, onde será enterrado.

Desespero

A advogada de Leandro informou à polícia que seu cliente, que é de Mirassol, esteve em uma boate em Rio Preto para uma comemoração de aniversário. Ele voltava com a namorada para cidade de Cedral, onde a moça mora. À polícia, a advogada informou ainda que, após o atropelamento, Leandro parou no acostamento para ver o que havia ocorrido. Quando percebeu que a vítima estava morta e sem uma perna, teria entrado em desespero e ido embora do local. Bruna relatou à polícia que seu cliente não ingeriu bebida alcoólica.

A reportagem procurou o advogado que dirigia o carro, mas o celular dele estava desligado. O celular da namorada de Leandro, que estava no carro no momento do acidente, também estava desligado. Bruna, advogada de Leandro, também foi procurada. Ela não atendeu às ligações da reportagem feitas para o seu número de celular. Ela também não foi localizada em seu escritório.

O advogado deve prestar depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira, dia 5. Ele responderá por homicídio culposo na direção de veículo automotor, omissão de socorro e fuga de local de acidente. O caso será investigado pelo 7º Distrito Policial.

Elton Rodrigues e Gabriel Vital – diarioweb.com

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