Família improvisa casa em quiosque da praça do Monte Alto

Há seis dias, uma família votuporanguense, que viu-se desabrigada, está utilizando um quiosque como moradia. 

Há seis dias, uma família votuporanguense, que viu-se desabrigada, está utilizando um quiosque como moradia. O abrigo fica localizado na área de lazer do bairro Monte Alto e foi onde o homem de 40 anos e a mulher de 35, junto com suas duas filhas, uma de 12 ano e uma de sete anos, encontraram um refúgio após serem despejados de sua última residência.
Isaías da Conceição Moura é pedreiro, mas atualmente está sem emprego, por isso, encontrou dificuldades para pagar suas contas. Sua esposa, Elaine Antonia de Carvalho, também está desempregada, e relatou à reportagem do Diário de Votuporanga as dificuldades que a família, com duas crianças, enfrenta.
Eles escolheram o local, pois não tinham outra saída. Além de não ter casa, a família também enfrentava a falta de alimentos. “Ganhamos algumas coisas da entidade Irmão Mariano Dias, como arroz, óleo, sal e açúcar. É com isso estamos passando”, conta ela.
A maioria dos moradores daquele bairro é a favor de que a família continue no local. A associação de moradores, inclusive, colheu mais de 60 assinaturas em um abaixo assinado que comprovam o fato, tudo isso pois, antes de se mudarem, a praça em questão estava em estado de abandono, com mato alto. O Diário esteve lá e constatou que os moradores afirmam que a prefeitura nunca havia tomado uma providência e nem cumprido as promessas feitas na entrega, como a de construção de uma academia ao ar livre.
A moradia é precária, toda cercada com panos e pedaços de papelão. A energia que a família utiliza foi cedida por vizinhos.

Desapropriação
A prefeitura de Votuporanga notificou a família no sábado para que saísse da área de lazer em um prazo de 48 horas. Com a permanência no local, a Secretaria de Assuntos Jurídicos entrou com ação de reintegração de área.
Isaías afirma que, se forem retirados do local, não terão para onde ir. Em contato com a secretaria de Direitos Humanos, o secretário Emerson Pereira disse à reportagem que, na questão da moradia, ele não pode ajudar, já que a área é de propriedade do município. “O que eu posso fazer é ajudar na questão de emprego emergencial e atendimento social para a família, como a entrega da cesta básica”, disse ele.
Questionado, ele conta que, se forem despejados, como uma medida emergencial, a família poderia ser acolhida na casa Mão Amiga. “O que eu posso dizer é que lamento muito essa situação. É uma família necessitada, que está passando por esse problema. Essa é uma triste realidade que estamos vivendo. Me sinto de mãos atadas”, lamenta Emerson.

Aluguel Social
A reportagem do Diário questionou a prefeitura também se a família poderia ser encaixada no programa de Aluguel Social do município. Segundo nota da assessoria de imprensa, o Departamento de Habitação informa que o projeto tem legislação específica para seu funcionamento. Para famílias receberem o benefício, devem estar de acordo com um dos três critérios como ordem da Defesa Civil (imóvel em situação de risco), programas habitacionais (como desfavelamento) ou via jurídica.

Maíra Petruz – Diário de Votuporanga

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