Falta vacina de febre amarela na cidade

Vacina deve ser aplicada a partir dos nove meses e é válida por 10 anos

A vacina de febre amarela está em falta em Votuporanga. Pais estão procurando as unidades de saúde em busca da imunização das crianças, mas não encontram as doses.

O assunto foi parar na tribuna da Câmara local, anteontem. O vereador André Figueiredo (SD) falou sobre o tema na tribuna. Ele contou casos de mães solicitam a vacina, mas são orientadas que o município não tem a dose.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina deve ser aplicada 10 dias antes da viagem para as áreas de risco de transmissão da doença. Pode ser aplicada a partir dos 9 meses e é válida por 10 anos. A vacina é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas a gema de ovo. Segundo a OMS, a única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação contra a doença.

Sem médico

Esse não é o único problema que a saúde de Votuporanga enfrenta. A unidade básica de saúde (UBS) Dr. Walter Eleutério Rodrigues, do bairro São Cosme está sem clínico geral há nove dias.

A médica generalista que atende na unidade de saúde saiu de férias e ainda não foi contratado um médico substituto para ocupar o cargo.

A dona de casa Necelina Fernandes, de 64 anos, moradora do bairro São Cosme, afirma que está com um exame de densitometria óssea para mostrar à médica e precisa com urgência de remédios para dor. “Hoje (ontem) eu liguei no postinho e falei que tenho exames para mostrar e que preciso de receita”, conta.

Segundo ainda a dona de casa, ela não recebeu orientação para ir a outra unidade de saúde. “A equipe do atendimento só fala que não tem clínico geral, mais nada”, disse.

Outra moradora insatisfeita com a falta de médico é a aposentada Erotides de Souza, de 68 anos. De acordo com a aposentada, o marido é o que mais sofre com a situação. “Meu marido tem a perna amputada e problemas de coração. Não conseguimos ir até outra unidade de saúde porque não temos carro”, disse. A aposentada ainda conta que é difícil ir de ambulância. “Tem que pedir com dois dias de antecedência e não dá para adivinhar quando vamos ficar doentes”, finaliza.

Já o aposentado Antônio Franhão, de 71 anos, espera por uma consulta, mas, segundo ele, não tem o que reclamar da unidade de saúde. “A minha consulta não é com urgência, eu consigo esperar. A médica que está de férias sempre foi muito educada comigo e com toda a minha família”, disse.

Ao Diário, a gerente da UBS do São Cosme Mariana Cumba Cortilho, afirma que até o momento (ontem), a Organização Social de Saúde (OSS) procura um clínico geral para ocupar o cargo. “Antes mesmo de a médica sair de férias, a OSS já estava procurando outro profissional, mas está difícil encontrar”, disse. De acordo com a gerente, nenhum paciente fica sem atendimento. “Casos como infecção, febre e suspeita da dengue, por exemplo, as enfermeiras conseguem resolver por telefone, com o auxílio do Samu. Se não for possível dessa forma, têm as unidades de pronto atendimento ou eu consigo vaga em um outro postinho de saúde”, finaliza. (Colaborou Nathália Brunini)

Andressa Aoki
andressa.aoki@diariodaregiao.com.br

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