Falsos padres roubam joias e dinheiro de fiéis

Falsos padres têm enganado fiéis para roubar dinheiro e joias em Catanduva e região, principalmente de pessoas idosas. A quadrilha, que já aplicou golpes em pelo menos 30 cidades do interior de São Paulo, age sempre da mesma forma: um homem bate à porta, diz que um padre está na casa vizinha e oferece uma “bênção especial”. Uma vez dentro da residência, enquanto o falso religioso encena uma oração o comparsa pratica os furtos. “A pessoa que tem fé acredita nessa história.

Foi o que aconteceu com minha tia, que tem 88 anos. Ela aceitou receber o falso padre e seu acompanhante dentro de casa. Disse que os dois foram bastante gentis e, antes da bênção, pediram que ela retirasse todas as joias”, conta o médico Manuel Castro Lahoz.

Depois de retirar dois anéis de ouro e deixálos em cima da mesa, a idosa recebeu a bênção. “Quando terminou, o padre pediu um copo de água. A empregada, que estava ao lado da minha tia, foi buscar. Ao voltar, percebeu que os dois tinham ido embora. Minha tia não soube explicar porque eles saíram tão rápido e só depois percebeu que havia sido furtada.”

O crime aconteceu na semana passada, no bairro Higienópolis e, abalada, a senhora preferiu não prestar queixa. Em Pindorama os criminosos agiram no mês passado e a situação foi ainda mais grave. “Minha secretária abriu o portão de casa e deixou um moço entrar. Ele disse que era ministro da igreja.

Quando vi, ele já estava na sala e explicou que um padre viria em seguida, para abençoar minha casa. Enquanto isso, pediu que eu separasse os objetos de valor”, conta a aposentada Elvira Martins Bernardino, de 78 anos, que desconfiou do pedido. “Eu disse que não tinha nada e perguntei quando o padre viria, daí ele começou a ficar nervoso. Alterado, passou a falar mais alto comigo, me ameaçar”. Quase duas horas depois, o falso religioso perdeu a paciência e arrancou dois anéis que estavam nos dedos da aposentada.

“Ele puxou com tanta força que não sei como não caí, porque tenho um problema no joelho e uso bengala. Depois pegou minha carteira e exigiu a senha do cartão. Disse que se o número estivesse errado, voltaria para me matar.” Elvira saiu do quarto e, quando voltava, viu que o homem estava na porta, pronto para fugir. “Fui atrás dele gritando, mas tinha um carro esperando. Os dois fugiram numa Fiorino e levaram meus anéis e carteira, com todos meus documentos e cartões”.

Em Santa Adélia, os criminosos retiraram R$ 5 mil da conta da idosa e fizeram compras em uma loja de acessórios esportivos em Catanduva. Informado pelo Diário sobre o golpe, o bispo de Catanduva, dom Otacílio Luziano da Silva, ficou inconformado. “Infelizmente tem se tornado comum esse tipo de crime”. Segundo ele, não é prática da igreja enviar religiosos para oferecer bênçãos. “Um padre só faz visitas se é convidado. É importante não receber em casa nenhum desconhecido em nome da igreja.”

Padre de verdade sofre com racismo

Moradores de Adamantina, a 220 km de Rio Preto, se mobilizaram e fizeram um abaixo assinado para que o padre Wilson Ramos não seja transferido e continue rezando as missas na Igreja Matriz de Santo Antônio. Mais de 6 mil assinaturas foram coletadas. Desde que chegou à cidade, há um ano e meio, ele vem recebendo ofensas racistas e sido alvo de críticas. Ele estaria desagradando parte dos fiéis por ter aberto a igreja a projetos destinados a atrair pobres e usuários de droga. “Outro dia surpreendi duas senhores dizendo que deveriam trocar o galo que há no topo dda igreja por um urubu. Foi muita humilhação”, disse o padre, qued agora tem rtecebido apoio até de igrejas evanvélicas.

Em nota, o bispo Luis Cipolini, que tem monitorado oos desentendimentos, afirmou que sugeriu a mudança após reunião da Cúria Diocesana. “Apresentei ao padre Wilson o resultado da audiência e também vários e-mails e mensagens que me foram enviados. Este resultado apresenta uma paróquia dividida, com ‘grave prejuízo ou perturbação à comunidade eclesial’ (Código de Direito Canônico, Cânone 1741)”, afirmou. Emnquanto isso, a Paróquia Santo Antônio tenta reforçar movimento nomeado como “Fica, padre Wilson. A coleta de assinaturas está ocorrendo no centro da cidade. Nos dois últimos dias, podia ver uma fila de pessoas dispostas a assinar o documento.  DiárioWeb

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password