“Falso sequestro” movimenta o setor policial da cidade

Uma denúncia de sequestro mobilizou o setor policial de Votuporanga na manhã do último sábado. O sumiço de uma mulher, moradora de Fernandópolis e que trabalha em um frigorifico da cidade, e um pedido de R$30 mil de resgate feito por supostos criminosos aos familiares levantaram as suspeitas de um crime incomum na nossa região, mas a situação acabou esclarecida e pode ter sido na verdade uma farsa.

A suposta vítima foi localizada na casa do namorado no bairro Chácara das Paineiras e a polícia apura agora se tudo não se tratou de um outro delito, “falsa comunicação de crime”.

Segundo o que foi apurado pela Polícia Civil, a auxiliar de produção S.R.B., de 26 anos, mora em Fernandópolis e viaja diariamente para Votuporanga, onde trabalha em um frigorífico.

Porém, na última sexta-feira, familiares estranharam que ela não retornou para à casa e acionaram a polícia. No sábado, três parentes decidiram vir para Votuporanga, para investigar melhor o caso.

Eles foram ao local onde a moça trabalha, ode receberam a informação de que ela havia saído do trabalho na sexta-feira, em companhia de um homem, A.J.L., de 25 anos, residente na rua das Aroeiras, no bairro Paineiras.


Porém, quando estava à caminho do local, os familiares da desaparecida receberam uma ligação telefônica, proveniente de um número desconhecido, cujo uma mulher, com voz parecida com a da auxiliar de produção, pedia por socorro, quando outra pessoa, com uma voz masculina apanhou o telefone e pediu um resgate de R$ 30 mil para liberá-la, dizendo até que iria quebrar o aparelho na cara dela.

Segundo da família, a ligação durou cerca de quatro minutos. Assustados, eles se dirigiram ao Plantão Policial onde buscaram auxílio. O delegado de Plantão, Antônio Marques do Nascimento, acompanhado por um investigador e por policiais militares se deslocaram à rua das Aroeiras e lá encontraram A.J.L. em companhia do primo, R.C.F., assim como a suposta vítima, S.R.B.

Indagada sobre o ocorrido, ela alegou que estava na casa com os dois homens de livre e espontânea vontade, já que mantém relacionamento amoroso com A.J.L. Diante do fato, os policiais apreenderam os aparelhos celulares dos envolvidos, para a realização de perícia. Eles negaram que tivessem utilizado os telefones para forjar o sequestro.

O delegado informou no boletim de ocorrência que as impressões apontam que não ocorreu qualquer tipo de sequestro e que, dependendo das investigações e exames periciais dos telefones, pode-se aferir o crime de falsa comunicação. (Jociano Garofolo – A Cidade)

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