Expô/Fisav 2013 deixa prejuízo de R$483 mil

A diretoria do Fisav (Fundo das Instituições Sociais e Associadas de Votuporanga) divulgou ontem, às 17h, o balanço da Expô/Fisav de 2013, o prejuízo foi de R$483 mil. Justificado, especialmente, pela queda na venda de permanentes e bilheteria.

“Este ano, o resultado não foi o que a gente esperava. Em anos anteriores, vendíamos até 6.500 permanentes, desta vez, comercializamos menos de 2.000. A bilheteria rendia de R$300 a R$400 mil, em 2.013 foram apenas R$213 mil. De publicidade, conseguimos R$140 mil no ano passado e R$92 mil neste ano”, explicou José Euclides Koguchi, presidente do Fisav. A festa de 2013 custou R$2.220 mi, apenas R$70 mil a mais que a do ano passado.
Mesmo não pagando aluguel do recinto neste ano, o Fisav teve que investir na melhoria do acesso até o local da festa. “Recebemos elogios quanto ao espaço e estrutura da festa”, destacou o presidente.
Para compensar o prejuízo, o Fisav tinha um fundo especial, criado no ano de 2.009, para socorrer situações como estas. “Esta era uma festa de risco, por isso mantínhamos uma reserva”.
Koguchi ressaltou que neste ano, a festa aconteceu durante um período com dois dias de frio intenso, além disso, a condição financeira do brasileiro não favorece a realização de festas. “No sábado do evento, a expectativa era de grande público, o que não aconteceu”, disse.
O Fisava já pagou a maioria dos credores e está analisando, com a colaboração da Prefeitura, o que será feito para sanar os R$80 mil que ainda precisam pagar.
“Festa de peão pode ter resultado positivo e negativo e a responsabilidade é de quem organiza, mas a culpa não é de ninguém; não é da diretoria, nem do presidente. Cidades da região também tiveram prejuízos com seus eventos, como aconteceu em Fernandópolis, que ficou devendo R$1,3 mi. Sabíamos dos problemas e dos riscos deste ano, mas a diretoria e eu queríamos a festa”, falou o prefeito Junior Marão.
O prefeito comentou ainda a possibilidade de retomar algumas festas da cidade, como a Das Nações, com recursos que podem ser destinados às entidades.
A nova diretoria do Fisav será no final do mês e vai estudar o formado do evento do ano que vem. “Eu gostaria de ficar na diretoria, por que vejo este prejuízo como um desafio”, destacou Koguchi.
Ademar de Lucas, o Nomura, do Lar São Vicente de Paulo, destacou que as entidades já estavam preparadas para um possível resultado negativo e não esperavam receber recursos da festa deste ano.
Para 2014, o novo recinto estará pronto, será no Centro de Eventos, na saída para a cidade de Parisi. O local já está recebendo a sua terraplanagem, que termina em novembro, depois começa a parte mais demorada, que será construída em etapas, para a primeira delas, o município já tem recursos. Para eventos particulares, o uso do local será cobrado, já o Fisav o utilizará gratuitamente. Um novo formato do evento das entidades será estudado. (Leidiane Sabino – A Cidade)

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