“Existe uma podridão em Votuporanga”, dispara presidente da Spavo

Leonardo Brigagão perde a paciência e cobra os poderes públicos de Votuporanga diante das promessas em relação à proteção dos animais; vice-presidente, Neide Romani, lamenta situação e relata que papéis estão invertidos

 

Na manhã de ontem, a primeira reunião do ano do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) reuniu um público mínimo para discussão do tema proposto, no entanto, a repercussão do mesmo, ressalta a necessidade da participação da população. A Spavo (Sociedade Protetora dos Animais de Votuporanga), por meio do presidente Leonardo Brigagão e da vice-presidente, Neide Romani Covre, palestraram sobre a triste realidade envolvendo os animais, principalmente em Votuporanga, e como está a situação da Spavo.

 
A principal questão abordada pelo presidente é que quando se fala de animais, na verdade se fala de humanos. “Esse problema é do país, mas precisamos voltar o nosso foco para Votuporanga, frisando que a nossa causa não são apenas animais, e sim, a sociedade, pois existe uma podridão por trás de todas essas belezas de Votuporanga, uma cidade que deveria ser referência.”

 
Ao citar sobre o município ser uma referência, o presidente elencou as obras e conquistas que a cidade vem tendo recentemente, como o shopping, por exemplo.

 
Em seguida, Leonardo Brigagão lamentou as promessas da Prefeitura que ainda são ‘apenas promessas’. “Estamos aguardando a realização dessas promessas, pois a responsabilidade é da Prefeitura, mas o poder público está jogando para nós, eu pergunto, onde está o poder público?”

 
Brigagão explicou que a administração pode até estar fazendo um bom trabalho em outras áreas, mas justificou a necessidade de se pensar nos animais e ainda se desculpou diante da própria revolta. “Desculpem minha revolta, mas estou cansado dessa podridão e de laranjas podres, precisamos trabalhar com a educação. Queremos uma ação ativa do poder público. Somos voluntários e precisamos de apoio.”

 
Por sua vez, a vice-presidente da Spavo, Neide Romani Covre, disse que a situação está invertida. “Apenas a Spavo está tomando a frente, mas o correto é o poder público, os papéis estão invertidos e isso não pode continuar assim.”

 
A realidade da Spavo está tão preocupante, que segundo Neide, muitos voluntários entram e não aguentam uma semana. “Não dá para ficarem tirando dinheiro do bolso, deixar de ter vida, tem dias que vou dormir às 3 horas da manhã resolvendo problemas. A Prefeitura precisa entender que queremos ser parceiros e não solucionadores.”

 
De acordo com dados apresentados da palestra, em menos de dois anos, a Spavo conseguiu promover a doação de mais de 400 animais. Também durante a palestra, o presidente do Conseg, Jesimar Zanelato, se comprometeu, por meio dos dados da Sociedade, apresentar um ofício à Câmara para que os vereadores intercedam.

 

 

ANCELMO LIO – Diário de Votuporanga

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