Exame preventivo ajuda a controlar o colesterol

Dentre os problemas de saúde que mais afetam a qualidade de vida das pessoas, está o colesterol, que numa linguagem mais leiga, ocorre em virtude do consumo elevado de gordura de origem animal. Este por sua vez, se acumula nas paredes do coração e ao longo de toda a corrente sanguínea. O risco está no deslocamento numa destas placas, que podem expor a risco de infarto ou acidente vascular cerebral suas vítimas e levá-las à morte.

Diante da nova diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a taxa do colesterol ruim (LDL) não deve ultrapassar o valor de 70 miligramas para pacientes de alto risco. Até há algum tempo, o índice era de 100 miligramas. Evidente que existe um risco maior para o portador de determinadas doenças. Mas os médicos recomendam que acima dos 45 anos, todos façam exame preventivo.

O neurocirurgião Marcio Tostes, de Rio Preto, afirma que além do aumento dos níveis de colesterol ruim altos, outros dados são indicativos do risco de derrame cerebral ou infarto. São eles: triglicérides, hipertensão arterial, tabagismo, diabetes e o consumo abusivo de bebidas alcoólicas.

O pediatra e homeopata Moises Chencinski, de São Paulo, afirma que é preciso atenção também para com o elevado consumo de gorduras saturadas por crianças, em especial em salgadinhos e lanches. Uma vez, que além do colesterol muitas crianças estão desencadeando a pressão alta e o diabetes. O médico alerta ainda que a existência destes problemas só podem ser avaliados através de exames rotineiros, baseados em determinados critérios estabelecidos.

“De toda a gordura que ingerimos em nossa alimentação diária, 90% vem na forma de triglicérides e apenas 10% como colesterol. Isso explica, por exemplo, porque a dieta ou a reeducação alimentar conseguem diminuir drasticamente os níveis de triglicérides, mas não apresentam a mesma eficácia na redução dos níveis de colesterol, sendo necessário, muitas vezes, um tratamento medicamentoso”, observa o pediatra.

Óleos naturais e caminhada

A escolha do óleo de acordo com os profissionais de saúde é o primeiro passo para se afastar o fantasma do colesterol ruim. De acordo com a nutricionista Milena Carla Galdeano Zanini, da Vital Âtman, de Rio Preto, já existem óleos naturais cujas as propriedades funcionais são ricos em ômegas, e são comercializados de duas maneiras: in natura ou em cápsulas, que agregam qualidade à saúde e evitam o aumento do colesterol ruim. Ela explica que no primeiro caso, são ideais para finalizar as refeições, como, por exemplo, o óleo de amêndoa doce e o óleo de noz de macadâmia, que, além de serem saudáveis – auxiliam no processo de renovação celular –, adicionam sabor aos alimentos.

Já no caso dos encapsulados são ingeridos diariamente como suplementos alimentares, complementando a alimentação com vitaminas, minerais e outros nutrientes essenciais à saúde que não são ingeridos somente na alimentação. “É o caso, entre outros, do óleo de linhaça, que, por ser um anti-inflamatório natural, auxilia a diminuição da massa gorda, além de combater os sintomas de olho seco”, diz.

A aposentada Maria de Lourdes Barbosa, 64 anos, conta que desde que seu exame deu que o colesterol estava alto, nunca mais parou de caminhar. “A médica me disse que se não começasse a caminhar poderia ter um derrame dormindo. E também me proibiu de comer carne de porco, que eu adoro. Faço uma dieta bem rigorosa”, diz.

Dieta saudável evita problemas

A endocrinologista Lúcia Helena B Tacito, professora da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), explica que o colesterol é insolúvel. “Ele circula em nosso organismo na forma de compostos lipoproteicos, as lipoproteínas”, diz. Ela explica que são as lipoproteínas que vão carrear a maior quantidade de colesterol (LDL) pelo organismo. O problema começa a ocorrer quando esta lipoproteína (LDL) se deposita nas artérias (do coração e do cérebro, por exemplo), dando origem às chamadas placas ateroscleróticas (placas de colesterol). “São elas que podem causar infarto, acidente vascular cerebral (derrame) ou obstrução de artérias periféricas”, diz.

A médica observa que, em geral, as vítimas do problema tem além de predisposição genética e uma alimentação inadequada como importante fato a contribuir para um desfecho ruim. “É preciso mudança de estilo de vida com orientação dietética, atividade física e, muitas vezes, o uso contínuo de medicamentos”, diz.

Desde a infância

Neste cenário, é preciso uma alimentação saudável desde a mais tenra idade. Uma vez que a doença aterosclerótica é de evolução lenta, pode ter início na infância e as consequências ocorrerem décadas após o seu início. “É importante o controle dos níveis de colesterol durante a vida toda”, afirma Lúcia. A endocrinologista lembra ainda que na vida adulta, é preciso ainda mais atenção, ao se avaliar o risco de doença cardiovascular, com exames especializados na tentativa de um diagnóstico precoce. “Pacientes diabéticos apresentam maior risco de sofrer um infarto”, afirma.

Saiba mais:

:: A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que o colesterol ruim (LDL) fique abaixo de 70 miligramas. Já para aqueles em situações de risco intermediário, o nível de LDL deve ficar entre 70 e 100 miligramas e não mais de 100 a 130 miligramas

:: O colesterol é um componente importante de nosso organismo. Cerca de 65 a 70% do colesterol que temos é produzido pelo nosso fígado; apenas 30 a 35% vem da nossa alimentação

:: O colesterol faz parte da formação dos hormônios esteroides, da síntese de ácidos biliares e é precursor da vitamina D, entre outras funções nas membranas celulares, sendo um dos compostos da bainha de mielina (que recobre os nervos – sem a qual há um risco de prejuízo de nossos impulsos nervosos fica prejudicada, algo que pode ser visto no filme óleo de Lorenzo)

Entenda melhor:

:: A nova diretriz da SBC recomenda que acima dos 10 anos toda criança deve ter dosado seu colesterol total pelo menos uma vez e deve fazer parte da triagem de perfil lipídico, entre 2 e 10 anos de idade, os seguintes fatores:

:: História de pais ou avós que tiveram problemas arteriais antes de 55 anos no sexo masculino ou 65 anos no sexo feminino;

:: Pais com níveis de colesterol total acima de 240;

:: Fatores de risco na criança associados como hipertensão, obesidade, diabetes, ter nascido pequeno para a idade gestacional, seguir uma alimentação inadequada e rica em gorduras saturadas;

:: Crianças em tratamento de doenças ou que usem drogas que aumentem as taxas de lípides (tratamento de HIV, hipotireoidismo, etc.);

:: Tenham outras manifestações aparentes de problemas de colesterol

Benéfico

Soja – É eficaz no que tange a ala feminina, pois fornece ao organismo um suporte nutricional durante e após a menopausa, além de ser benéfico sobre o sistema ósseo e cardiovascular, auxilia a prevenção da osteoporose e alguns tipos de câncer de mama e próstata e reduz os níveis séricos de colesterol LDL. Além disto, as isoflavonas são célebres como protetora contra tumores de útero e de mama nas mulheres, além de alternativa para aliviar os sinais da menopausa.

Fonte: Liliamaura Gonçalves de Lima, farmacêutica

 

Cecília Dionizio – Diário da Região

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