O ex-juiz Julio César Afonso Cuginotti faleceu aos 61 anos na última terça-feira, enquanto cumpria custódia na carceragem da Polícia Federal, na capital paulista. De acordo com informações prestadas pela família, o ex-magistrado sofreu um infarto e não resistiu. Ele havia sido extraditado da Itália no final do mês passado para cumprir pena de sete anos de prisão em regime semiaberto por apropriação indébita de mais de R$ 590 mil pertencentes à Fundação Visconde de Porto Seguro, quantia da qual se apropriou indevidamente enquanto atuava como gerente jurídico da instituição.
A trajetória de Cuginotti na magistratura começou em Olímpia, onde atuou como juiz e diretor do Fórum e respondeu às primeiras ações judiciais da carreira, antes de ser transferido para São José do Rio Preto. Entre 1994 e 2001, período em que atuou na 4ª Vara Cível de Rio Preto, o ex-juiz se envolveu em controvérsias de grande repercussão, como a ordem de implosão dos edifícios Portugal e Espanha, além de investigações promovidas pelo Ministério Público sobre o suposto desvio de depósitos judiciais. Em meio aos processos disciplinares conduzidos pela Corregedoria Geral da Justiça, ele solicitou exoneração do cargo em 2001, encerrando oficialmente sua carreira no Judiciário.
Foragido desde 2018, Cuginotti teve sua extradição autorizada pelas autoridades italianas a pedido da Justiça brasileira, que confirmou a validade do cumprimento da condenação. A família informou que o sepultamento ocorrerá na cidade de São Paulo sem a realização de cerimônia de velório. O ex-magistrado deixa dois filhos.












