Ex-goleiro do América, Valô morre aos 62 anos

O América perdeu um dos grandes ídolos de sua história. Álvaro Augusto Bollini Piotto, o goleiro Valô, apelido herdado desde a infância por causa da irmã Isabel, que o chamava de “Alvalô”, morreu nesta quarta-feira, 6, vítima de uma parada cardiorrespiratória, aos 62 anos. Líder em campo e amigo fora dele, adorava apelidar seus colegas, viveu a fama e o drama numa briga constante contra o alcoolismo e a depressão depois de sua aposentadoria. “Meu pai era um homem muito bom, apaixonado pelo América e sempre gostava de recordar seu passado no futebol. Um guerreiro, mas infelizmente viveu uma luta contra o alcoolismo”, disse o filho Glauber, 28 anos, fruto do casamento com a ex-mulher de Valô, Rita de Cássia.

Valô, por opção própria, chegou a morar na rua em Rio Preto há seis anos, depois de se desentender com a família. Atualmente, vivia com a filha Mariáh, 32, e amava o convívio com o neto Augusto, de 8 anos. Valô passou mal no terminal rodoviário de Rio Preto, quando se deslocava para buscar o neto na escola. Era cardíaco e recentemente havia se submetido a uma cirurgia para colocar um marcapasso. Foi socorrido no terminal rodoviário e levado à UPA do Jardim Tangará, mas não resistiu. Seu velório está sendo realizado no cemitério Jardim da Paz e seu corpo será cremado nesta quinta – horário a ser definido.

Valô viveu seu auge em 1984, após superar uma lesão no púbis e brilhar com a camisa do América. Treinou ao lado de Taffarel, Dunga, Mauro Galvão, entre outros craques da Seleção Olímpica do técnico Jair Picerni. Disputou quatro amistosos, um deles no Maracanã, mas não chegou ir para os Jogos Los Angeles. “A gente tinha uma amizade muito grande, apesar de perder um pouco o contato. Fizemos um jogo no ano passado em Tanabi. Fomos pré-convocados juntos para a seleção olímpica, tinha uma admiração muito grande, era um baita goleiro, um cara alegre no dia a dia. A gente fica triste, sente muito pela família”, disse o ex-volante Paulo Cezar Catanoce.

O América, clube que defendeu entre 1978 e 1985, decretou luto de três dias. Valô chegou no Rubro comprado junto ao Linense, saiu emprestado para Votuporanguense e, depois, Criciúma. Em 1986, foi vendido à Pantera Alvinegra e ainda jogou por Catanduvense e Olímpia antes de pendurar as luvas, em 1989. “Foi um dos jogadores que mais marcou na década de 1980. Era meio doidão e chegava no jogo era um líder, orientava e era parceiro. Botava apelido em todo mundo, me chamava de Guru”, recorda o ex-zagueiro Jorge Lima.

(Colaborou Marco Antonio dos Santos – diarioweb.com.br)

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