O delegado William Marcel Murad assumiu interinamente o comando da Polícia Federal após a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento preventivo do então diretor-geral, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. Murad, que chefiava a Delegacia da Polícia Federal em São José do Rio Preto entre 2010 e 2013, ocupava o posto de diretor-executivo da corporação, cargo que o credencia como o substituto imediato no topo da hierarquia operacional do órgão.
O afastamento determinado pelo STF ocorreu no âmbito das apurações vinculadas ao caso do Banco Master, após o surgimento de indícios de irregularidades na produção e divulgação de relatórios de inteligência policial. A controvérsia se intensificou quando documentos utilizados em representações contra o próprio ministro André Mendonça foram tornados públicos sem elementos básicos de autenticidade, como timbres formais ou datas de elaboração. A decisão ordenou que a Corregedoria da Polícia Federal abra investigações nas esferas administrativa e criminal para verificar a apuração de monitoramentos indevidos sobre autoridades do Judiciário e da Advocacia-Geral da União.
Diante do cenário de tensão institucional entre a cúpula da PF e o Supremo Tribunal Federal, William Murad representou a instituição na cerimônia de abertura do curso de formação de novos agentes federais em Brasília. Em seu primeiro discurso à frente do órgão, o delegado interino afirmou que a Polícia Federal deve defender suas atribuições institucionais contra ataques e tentativas de usurpação de funções, reforçando o compromisso com o respeito às competências do sistema de Justiça. Enquanto isso, no STF, a Segunda Turma iniciou a análise da medida cautelar, formando maioria a favor das suspensões até que o julgamento seja concluído.












