Estupro de vulnerável em Cosmorama: rapaz transa com menina de 13 anos e compartilha vídeo no Whatsapp

A Polícia Civil de Cosmorama vai investigar um caso de estupro de uma garota de 13 anos que foi filmado e compartilhado em grupos do Whatsapp, aplicativo para celulares que permite envio instantâneo de imagens, vídeos, mensagens e gravação de áudio.

Fotos picantes de outras estudantes, que também seriam da mesma cidade, com roupas íntimas e algumas mostrando parte do corpo também foram compartilhadas neste aplicativo.

O Diário teve acesso às fotos e ao vídeo, em que a menor faz sexo com um rapaz sem usar preservativo. O vídeo gravado em um banco traseiro de um carro dura pouco mais de um minuto e o rosto da menina aparece nitidamente durante a gravação, provavelmente feita de um celular. Ela dá risadas e faz gestos sensuais com a boca, ficando claro que se trata de uma relação consentida.

“O boletim foi registrado pela mãe da vítima com estupro de vulnerável. Agora, o delegado de Cosmorama que irá investigar o caso”, disse a delegada Edna Rita de Oliveira Freitas, responsável pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Votuporanga.

O delegado de Cosmorama, Elísio Aparecido Ferreira, disse que assim que chegar a denúncia irá instaurar inquérito para apurar os fatos e o envolvimento de outras garotas da cidade.

O caso de Cosmorama, cidade que fica a 35 quilômetros de Votuporanga e tem cerca de oito mil habitantes, engrossa não só as estatísticas de criminalidade como as de casos de exposição íntima em redes sociais e aplicativos de celulares. Apesar de estar se tornando comum, este tipo de divulgação principalmente entre celulares de adolescentes e jovens – conhecida como sexting – é crime, independente de quem tenha começado a compartilhar e do motivo. A divulgação de fotos, ou qualquer imagem de adolescentes sem roupas é considerada crime de pornografia e pedofilia. O autor do vídeo da garota de Cosmorama também responderá por estes dois crimes.

A delegada da Mulher afirma que casos envolvendo adolescentes são raros e que cerca de cinco mulheres registram por mês ocorrências relacionadas a exposição de imagens íntimas em redes sociais e aplicativos

Falta de informação, vergonha e medo são alguns dos motivos que ajudam a explicar o porquê de poucas mulheres fazerem a denúncia. “Tanto a divulgação quanto a ameaça também são considerados crimes. O primeiro passo é registrar um boletim de crime de ação penal privada contra a honra, injúria e difamação. Tudo vai depender de cada caso e de como aconteceu à exposição”, afirma a delegada.

Se as vítimas foram chantageadas, a ocorrência é registrada também ameaça.

 

Alerta

A psicóloga Carla Cristina de Souza afirma que com a era digital, cada dia mais acessível, as pessoas fazem da vida pessoal uma “tela aberta”. As redes sociais e aplicativos, como o Whattsapp, permitem aos usuários uma exposição excessiva da vida pessoal em tempo real.

“Em relação aos adolescentes, os pais precisam ficar atentos às postagens dos filhos e também as conversas nos aplicativos. Tudo com moderação, respeitando a privacidade dele”, ressalta a psicóloga.

Luciano Moura

luciano.moura@diariodaregiao.com.br

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