Estudo no HB de Rio Preto mostra importância da higienização

Um estudo feito por médicos do Complexo Funfarme mostrou que a prevalência de Covid19 entre os pacientes assintomáticos é muito baixa. Ao todo, 107 voluntários participaram do experimento que aconteceu no mês de outubro do ano passado e os índices foram divulgados nesta semana.

“Uma das hipóteses é que a população com câncer se cuida melhor é mais aderente às medidas higiênicas contra Covid-19 em comparação com a população geral. Evitar o contágio do novo coronavírus é fundamental, pois os pacientes com câncer, principalmente aqueles em tratamento quimioterápico, tem um risco mais alto de desenvolver complicações da Covid-19. O nosso estudo, no entanto, não prova que a população com câncer se cuida melhor, mas levanta essa hipótese que precisa ser confirmada em estudos posteriores “, afirma médico oncologista, Dr. Daniel Vilarim Araújo.

Os cuidados adotados pelos voluntários são os sugeridos pelo Ministério da Saúde, como uso de máscara, higienização das mãos com frequência e evitar contato com pessoas fora do círculo familiar.

Os pacientes voluntários fizeram os exames de RT-PCR e, dos 107, somente um testou positivo para a doença, o que totaliza 0,9% do total. “Estudos semelhantes foram conduzidos nos Estados Unidos e Canadá. Em ambos os países, os resultados ficaram no mesmo patamar. Ou seja, o resultado do estudo feito na instituição bate com a literatura mundial”, explica Dr. Daniel.

A maioria dos casos analisados é de pacientes que se encontram com doença metastática, ou seja, quando o tumor se dissemina além do local onde começou para outras partes do corpo. A maioria dos testados passava – ou ainda passa – por tratamento de quimioterapia.

O grande obstáculo para quem estuda a Covid-19 é saber justamente qual paciente individualmente tem maior chance de complicar. Sabemos que pessoas idosas, portadores de doenças crônicas, como câncer, diabetes, doenças cardíacas, etc. estão em maior risco de evoluir de maneira desfavorável, mas ainda dentro desses grupos, a maioria dos pacientes tem sintomas leves e evoluem bem.

“Esse é um dos grandes desafios da atual pandemia. Não sabemos quais os pacientes apresentarão complicações, sendo esta, portanto, uma doença da comunidade”, diz o médico.

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