Estudantes fazem protesto em frente à universidade em Fernandópolis

Segundo os estudantes do quinto ano, a partir de 2020 eles precisam começar o segundo ano do internato com atividades fora da cidade, mas até agora não há nenhuma decisão da universidade.

Estudantes de medicina protestaram na manhã desta sexta-feira (22) em frente à Universidade Brasil, em Fernandópolis/SP. Segundo os estudantes do quinto ano, a partir de 2020 eles precisam começar o segundo ano do internato com atividades fora da cidade, mas até agora não há nenhuma decisão da universidade.

Há poucas semanas do fim das aulas os alunos ainda não sabem para onde vão. “Precisamos de um parecer da faculdade para onde iremos, como será dividida a turma, e eles não falam nada. Sabemos que tem contrato com dois hospitais fora da cidade e temos apenas algumas semanas para nos estabelecer em outras cidades”, afirma a universitária Victoria Tamarozzi.

A manifestação durou pouco mais de uma hora. A Polícia Militar foi chamada para impedir uma possível interdição do trânsito que ficou mais lento na vicinal que leva até a universidade.

Apesar de não ter relação, a manifestação aconteceu na mesma semana em que o Ministério da Educação reduziu o número de vagas para o curso de medicina na Universidade Brasil, atendendo uma recomendação do Ministério Público Federal.

De acordo com a procuradoria, a universidade tinha permissão para abrigar 1.230 alunos em seis anos de graduação, mas o número real ultrapassou 2.600 estudantes. Com a decisão o curso de medicina voltará a oferecer 128 vagas por ano.

A Universidade Brasil é alvo de investigações do MPF e da Polícia Federal, que em setembro, deflagrou a Operação Vagatomia. A ação revelou diversas irregularidades na universidade, entre elas venda de vagas no curso de medicina e fraudes em financiamentos estudantis do governo federal, o Fies. Ao todo, 32 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal por envolvimento no esquema.

Em nota, a Universidade Brasil afirma que os professores do internato não são vinculados à instituição. O contrato foi feito com empresa terceirizada e a universidade está apurando os procedimentos realizados pelos responsáveis por esses procedimentos.

A universidade diz ainda que para garantir a segurança jurídica e acadêmica do aluno está realizando procedimento interno para regularização dos internatos, a fim de garantir que todos os alunos regulares, em tempo hábil, serão inseridos em programas reconhecidos pela Universidade.

FONTE: Informações | G1

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