Estudante, empresária e veterinário criam dispositivo que oferece ração e água a cães e gatos

Um veterinário, a dona de um pet shop e um estudante de engenharia. Preocupado com a sede e a fome dos gatos e cachorros, principalmente aqueles abandonados, o trio fez de uma carcaça a ‘Geladeira do Bem’ e instalou-a na praça central de Uchoa. Há água tratada e ração para os animais 24 horas por dia. A própria população é quem abastece a geladeira.

Tudo começou depois de um vídeo na internet. Lilian Luisa Pereira Pissolati, a dona do pet shop, quis copiar a ideia e chamou o estudante de engenharia Renan Nivalcir de Lourenci e o veterinário Mário Sérgio Barreira Ornelas. “Naquele vídeo era uma máquina na Europa. Um empresário de Uchoa, que comercializa móveis usados, nos cedeu a carcaça e improvisamos”, conta Lilian.

A parte interna da geladeira reúne dois reservatórios: um de 20 litros para o armazenamento de água e outro, de 50 quilos, para ração, com dutos de entrega ao animal e um com orifício para a população fazer sua doação. Uma pequena boia foi instalada no reservatório externo e mantém a água em movimento.

“Para o controle da água e nenhum risco de dengue, aplicamos larvicida, e o médico veterinário (Mário Sérgio) coloca remédio para doenças básicas como carrapaticidas e vermes”, disse Renan, que está no terceiro ano de Engenharia Civil.

Há quinze dias na praça, a geladeira alimenta dezenas de animais, a maioria cachorro. Não há um controle exato. Segundo Lilian, pelo menos 70 animais estão abandonados em Uchoa e desfrutam da geladeira.

Como ela fica ao lado de uma banca de revista da própria Lilian, o local é vigiado o dia todo, principalmente para manter-se limpo.

Mais geladeiras

O prefeito de Uchoa, José Claudio Martins, não se opôs ao projeto. “A prefeitura não foi procurada, porém, não há nenhuma reclamação. Tudo o que for feito em prol dos animais é válido. Se mantiver limpo, sem risco de contaminação e aglomeração de insetos, não há problemas”, disse o prefeito.

Por mês, a prefeitura realiza quatro castrações na tentativa de controlar os animais de rua. “Quero ver se subo para oito procedimentos por mês. É um assunto que nos preocupa. Estamos estudando a realização de um mutirão com os veterinários da cidade para castração de gato e cachorro.”

Lilian já ganhou mais duas carcaças de geladeiras. Uma delas deverá ser instalada na entrada da cidade. “Moradores de outras cidades pedem orientação. Queremos expandir essa ideia”, disse Renan. Carlos Petrocilo/Diário da Região

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