‘Era revelação’, diz organizador de rodeio sobre peão morto pisoteado

Peão, de 17 anos, morreu durante montaria em rodeio de Cosmorama. Fábio fez uma das primeiras montarias do rodeio na noite.

Para organizadores e amantes do rodeio, o jovem peão Fábio Quirino Rodrigues, de 17 anos, que morreu ao ser pisoteado por um touro no rodeio de Cosmorama (SP), nesta sexta-feira (23), era uma das principais revelações da modalidade no interior. “Ele era uma das maiores revelações, não só do interior, mas no Brasil inteiro. Mas não teve jeito de escapar, porque o boi o derrubou e no que ele caiu, o boi já pisou nele”, afirma José Antônio Lopes, organizador de rodeio.

O corpo de Fábio Rodrigues foi velado no velório municipal de Cosmorama neste sábado (24). Lopes viajou de Paranaíba (MS) para acompanhar Fábio no rodeio. Na cidade sul-mato-grossense, o jovem também participava de competições. “O Fábio já participou de rodeio comigo, temos o circuito de rodeio em busca de novos talentos e ele sempre foi destaque. No ano passado, tivemos três etapas e ele foi campeão da última etapa. Ele tinha experiência, foi uma fatalidade”, afirma.

O acidente comoveu os moradores da cidade, de quase oito mil habitantes. Na prova, Fábio fez uma das primeiras montarias do rodeio na noite. Ele mal começou a prova e já caiu. O touro pula bem alto e acerta o Fábio com força, com as patas de trás.

O jovem tentou se levantar, mas acabou caindo novamente. Ele foi levado por uma ambulância, que estava no recinto, para o posto de saúde da cidade, mas chegou sem vida. O administrador de fazenda José Ribeiro é amigo da família e assistia a montaria do Fábio. “Ele montou até bem, mas deu azar de cair perto do boi e o boi pisou nele, por infelicidade o boi pisou nele, não esperávamos que seria uma coisa tão grave, mas deu no que deu”, afirma.

Fábio disputava o rodeio em touros com outros 14 competidores. A festa do peão é da prefeitura de Cosmorama, mas a organização é terceirizada. Ricardo Curti é o responsável pela comissão organizadora e ele diz que eles seguem todas as normas de segurança pra rodeio. Segundo Ricardo, Fábio tinha autorização dos pais para montar. “Quando ele caiu o touro já pisou e não teve tempo dos palhaços que ficam para ajudar o peão a socorrer. Ele usava todos os equipamentos obrigatórios porque fazem uma checagem antes. Se não tiver usando, eles não entram na prova”, afirma. De acordo com o IML (Instituto Médico Legal) de Votuporanga (SP), o laudo com a causa da morte do peão fica pronto em 15 dias. G1

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password