Santa Casa orienta sobre cuidados com os pacientes após alta hospitalar

Para auxiliar no processo de recuperação dos pacientes e colocá-los de volta ao ambiente familiar, uma equipe multidisciplinar da Santa Casa aplica o protocolo de orientação de alta complexa, modalidade que envolve a necessidade de diversos elementos e equipamentos no processo.

A proposta é que, após avaliação clínica de pacientes que passaram por um longo período de permanência no leito – acamados, com uso sondas e/ou oxigênio – a família seja orientada para dar continuidade ao acompanhamento, sempre com o monitoramento dos profissionais, em casa.

Uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, que disponibiliza um grupo de atenção domiciliar com médico, enfermeiro, técnico em enfermagem, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, nutricionista e assistente social, permite que os pacientes do município tenham uma atenção diferenciada após a alta hospitalar. Os responsáveis pela avaliação do paciente e pela orientação aos familiares, antes da alta do Hospital, são as enfermeiras Fabiana Souza, Daisy Vitor, Fernanda Savatin e Vera Ito  a fisioterapeuta Emília Ferreira, a assistente social Ticiane Luiz e a nutricionista Amanda Castanheira.

“Nós solicitamos que a família indique um cuidador ou acompanhante fixo para o paciente, e esta pessoa é instruída sobre os procedimentos que deverão ser adotados após a alta”, explica a enfermeira Fabiana Souza. Além da vantagem de se recuperar em casa, mais próximo do convívio dos familiares, “a alta complexa também ajuda a evitar as complicações hospitalares, decorrentes de longos períodos de internação, que podem agravar o quadro dos pacientes”, lembra Fabiana.

Após a análise da equipe do Hospital, a Secretaria de Saúde é informada e passa a avaliar as condições do paciente e do espaço físico domiciliar. “A orientação aos familiares e cuidadores, de acordo com o protocolo de alta complexa, é fundamental para que o cuidado com o paciente permaneça em sua residência e para que ela possa se recuperar no seu próprio ambiente. Também fazemos o monitoramento de todos os pacientes, por meio dos indicadores de reinternação” salienta a assistente social Ticiane Luiz.

De acordo com o Serviço Social do Hospital, cerca de 36 pacientes em alta complexa são monitorados por mês. Secretarias de Saúde de outros municípios atendidos pela Santa Casa de Votuporanga têm apoiado à iniciativa e auxiliado, por meio do Programa de Saúde da Família, a alta complexa de pacientes. O protocolo de orientação da alta complexa é uma das ramificações do Projeto Unidade de Produção do Cuidado, da Santa Casa de Votuporanga. ,

O objetivo é “oferecer um cuidado multiprofissional, com um olhar individualizado sobre o quadro clínico de cada paciente durante sua internação, por meio de um acompanhamento horizontalizado, mais amplo, incluindo também os familiares e cuidadores”, finaliza a enfermeira Fabiana Souza.

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