Envolvidos na morte do médico Drº Hedilon podem pegar mais de 30 anos de prisão

O Promotor de Justiça José Rafael Guaracho Salmen Hussain ofereceu denúncia contra os quatros acusados de render e matar o oftalmologista Hedilon Basílio Silveira Junior, de 50 anos, em uma propriedade rural na cidade de General Salgado, em junho deste ano.

Se forem condenados por todos os crimes que foram indiciados, a pena poderá passar de mais de 30 anos para cada acusado.

Na visão do promotor ficou claro que A.D.B, 62 anos, e E.P.C, 33, foram os mentores e os mandantes do crime. O que pode agravar a pena do casal. E os outros dois acusados, J.C.Q.M, 29, e A.P.M, 27, foram contratados por uma quantia em dinheiro para participar do sequestro e execução do oftalmologista.

Homicídio Qualificado

Após apreciar o caso, o promotor ofereceu a denúncia ao cartório de justiça de General Salgado. Para Hussain, o quarteto será indiciado por homicídio com os qualificadores de crime mediante a recompensa, por motivo fútil, em emprego de arma de fogo, por meio cruel e mediante a emboscada que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima.

“Entendo que, além de fútil, o homicídio do médico aconteceu por meio cruel. Pois os agressores estavam com arma de fogo e facões. Antes de ser executada, com tiro no peito, a vítima recebeu golpes de facão na cabeça e no peito. E, pela emboscada, pois estava praticamente de tocaia dentro do sítio. Assim, quando as vítimas chegaram, todos foram surpreendidos sem chances de defesa”, disse o promotor.

Além dos crimes já citados, os quatros indiciados também responderão três vezes pelo crime cárcere privado (um crime para cada refém). Com o agravante do artigo 71, que diz que a pena pode ser aumentada de um sexto a dois terços quando pratica dois ou mais crimes da mesma espécie.

Tentativa de homicídio

A.D.B, E.P.C e A.P.M também foram denunciados por duas tentativas de homicídios dos reféns que foram amarrados e obrigados a pular em um rio.
“Os três responderam também por tentativa de homicídio mediante a asfixia (afogamento) quando obrigaram as duas vítimas já amarradas a saltarem em um rio. Isso foi uma espécie de queima de arquivo. Caso fosse concretizado o crime, poderia segurar a ocultação e a impunidade contra o médico”, diz Hussain.

Também ficou comprovado, quando os reféns foram jogados no rio, que J.C.Q.M não estava na ponte. Ele estaria com o terceiro refém em área afastada.
“Se condenados por todos os crimes denunciados, os quatros poderão cumprir pena superior a 30 anos de detenção. Os acusados tinham pedido de prisão temporária até a última sexta-feira. Mas, desde então, foi expedido o pedido de prisão preventiva e, por hora, aguardaram o julgamento em regime fechado”, conclui o promotor José Rafael.
Detidos

Os executores contratados, A.P.M e J.C.Q.M estão presos na cadeia pública de Penápolis. A.D.B. está detido na cadeia de Nhandeara e E.P.C, até o momento, permanece presa na cadeia de General Salgado, mas tenta transferência para outro presídio feminino do interior do Estado. Alex Pelicer A Cidade

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