Endereços desatualizados ou falsos comprometem trabalho de combate ao Aedes Aegypti

Pacientes com suspeita de dengue atendidos nos pronto-atendimentos e que fornecem endereço errado interferem nas ações de controle podendo levar equipes da Saúde em locais inexistentes

Endereços inexistentes ou errados têm prejudicado o trabalho de agentes de endemias no combate à dengue em Votuporanga. A Secretaria de Saúde solicita aos pacientes que são atendidos pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA – 24 horas) e no mini-hospital “Fortunata Germano Pozzobon” que apresentem o endereço correto de suas residências, uma vez que o cadastro é utilizado para as ações de controle ao mosquito Aedes Aegypti.

O sistema da Secretaria de Saúde é interligado, e assim que o paciente entra no pronto atendimento com suspeitas de dengue, as informações são transferidas para a Vigilância Epidemiológica, que, em seguida, repassa para o Secez (Setor de Controle de Endemias e Zoonoses). Quando o Setor de Endemias recebe os casos suspeitos, uma equipe de agentes de endemias é encaminhada para fazer bloqueio em cerca 300 imóveis que estão no entorno do endereço apresentado pelo paciente, para a retirada de criadouros do Aedes Aegypti. Em casos confirmados, além do bloqueio é feita a dispersão de inseticida de barreira para que o mosquito seja eliminado e não vá para outros bairros.

De acordo com dados do Secez, só nesta primeira quinzena de 2016, seis notificações apresentavam endereços errados ou falsos, gerando transtornos e despesas desnecessárias ao município. A enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica, Danúbia Franco, explica que combate ao Aedes Aegypti não chega ao local onde é necessário. “O serviço dos agentes de endemias não atende quem precisa e desperdiça produto e o tempo dos funcionários” – alerta.

A educadora em saúde do Secez, Adelice Silva, conta que as notificações quando chegam ao setor apresentam endereços de terrenos, de casas de familiares e até de imóveis abandonados. “É durante as ações de bloqueio de criadouro que os agentes de endemias verificam que o endereço não está correto, é inexistente ou o morador se mudou e não fez a atualização do novo endereço na unidade de saúde ou pronto-atendimento. Isso prejudica o andamento de todo processo de trabalho e pode levar as equipes de fumacê e de inspeção para realizar os trabalhos no local errado”.

A Secretaria Municipal de Saúde solicita aos usuários da rede municipal de saúde que atualizem seus endereços junto a Unidade de Saúde.

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