Empresário baleia a mulher, tenta fugir da PM e se mata

Uma tentativa de homicídio seguida de perseguição policial contra o autor acabou em suicídio na manhã de ontem, em Jaci.

O autor dos tiros contra a própria mulher, o empresário Oswaldo Patini Júnior, 48 anos, se matou com um tiro na cabeça ao ser cercado pela polícia na entrada da cidade.

Ele havia fugido da praça do bairro Vivendas, zona sul de Rio Preto, onde disparou três tiros contra a mulher, L.B.P., 47 anos, após uma discussão na manhã de ontem. Ela aguardava por um ônibus em frente à praça.

A polícia ainda investiga o que teria motivado a briga.Os disparos atingiram o braço direito e o abdomen da mulher. Ela passava por exames na tarde de ontem, no Hospital de Base (HB). De acordo com a assessoria do hospital, o estado de saúde dela era estável, sem risco de morte.

Depois dos disparos, o empresário fugiu com sua camionete, modelo F-250, pela rodovia Transbrasiliana (BR-153) sentido Ruilândia, distrito de Mirassol.

A Polícia Militar foi acionada e começou então a perseguição.Com ajuda do helicóptero Águia da Polícia Militar de Rio Preto, o veículo foi localizado entrando na cidade de Jaci. Enquanto trafegava pela rua São Paulo, Patini Júnior foi surpreendido pela polícia. Ele bateu em um carro e de frente com a viatura, que ficou com a frente danificada. “Ele dirigiu em alta velocidade pela rodovia e quando chegou em Jaci o perdemos de vista.

Mas o helicóptero o localizou”, diz o policial militar Ismael Soares, que atendeu a ocorrência. Após o acidente, o empresário ainda tentou fugir e foi até a saída da cidade, sentido Mirassol, mas foi cercado pelas viaturas da PM. Nesse momento, segundo a polícia, ele sacou um pistola 380 e, ainda dentro do veículo, atirou contra sua cabeça.

Junto com Patini Júnior, a polícia encontrou uma carta que indica que o crime foi premeditado. O delegado Amaury Scheffer de Oliveira Júnior, titular da delegacia de Jaci, não divulgou a íntegra do documento. A família do casal informou que o fato surpreendeu a todos. “Eles eram como qualquer casal, estamos chocados”, disse a filha, que não quis se identificar.

Ela afirmou que os pais viviam bem e que as discussões nunca eram fora do normal e que por isso a família não entende a motivação do crime. “Quero ver minha mãe bem. Só isso.” Até o fechamento desta edição, o corpo não havia sido liberado pelo Instituto Médico Legal (IML). O enterro será hoje no cemitério Jardim da Paz.

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