Emprego na construção tem queda de 2,47%

No país, o decréscimo foi de 8,8% em junho, com relação ao mesmo período do ano passado; Votuporanga demitiu 40

O nível de emprego na construção civil recuou 2,47% no mês de junho com relação a maio. Foram 40 trabalhadores dispensados no mês. Foi o segundo mês seguido de queda no emprego na construção civil em Votuporanga.

No país, houve recuou de 8,8% no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado. Em 12 meses, o saldo líquido negativo alcançou 383,8 mil postos de trabalho, em razão da redução da atividade econômica brasileira. Os dados são da pesquisa de emprego realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego.

Apenas em junho o recuo foi de 1,04% na comparação com maio, desconsiderando os fatores sazonais. “O aprofundamento do saldo negativo entre contratações e demissões precisa urgentemente ser revertido. Com a revisão da meta do superávit primário pelo governo, esperamos que agora sejam agilizadas as medidas de reativação dos investimentos, tais como o lançamento da fase 3 do Programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, o Programa de Infraestrutura Logística e as Parcerias Público-Privadas e concessões de serviços estaduais e municipais”, disse o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto.

Para o sindicato, a retração afeta todos os segmentos de construção civil. No mercado imobiliário, os residenciais tiveram o seu auge em 2011, mas com a desaceleração das vendas e redução dos lançamentos, há menos obras sendo iniciadas. Além disso, a conjuntura econômica desfavorável, com a elevação da taxa de juros, não torna o ambiente propício para os investimentos. O mesmo acontece com infraestrutura, que sofreu cortes no ajuste do governo federal.

Na região de São José do Rio Preto o saldo entre demissões e contratações permanece positivo.  Em junho foram abertos nove postos de trabalho elevando para 31.311 o número de trabalhadores formais na construção civil. O aumento em relação a maio foi de 0,03%.

No município de Rio Preto os números são ainda mais positivos. Em junho foram 262 contratações, aumento de 2,08% em relação a maio. Agora são 12.828 trabalhadores com carteira assinada no setor.

Já em Catanduva o quadro é diferente. Junho registrou o fechamento de 47 postos de trabalho o que representa queda de 3,06% em relação a maio. Catanduva tem agora 1.491 trabalhadores registrados, o menor número desde janeiro de 2014, quando a série começou a ser pesquisada.

Em Fernandópolis o quadro também é negativo com 37 demissões representando queda de 3,72% em relação a maio.

Em Araçatuba o setor de construção civil continua em expansão. Em junho foram 77 contratações elevando para 3.689 trabalhadores formalmente registrados. O aumento em relação a maio é de 2,13%.

Birigui também está contratando. Foram 15 novas vagas em junho, com aumento de 1,26% em relação ao mês anterior, elevando para 1.202 o total de trabalhadores.

Os números de Andradina são muito positivos. Foram 81 novas contratações na cidade elevando para 605 o total de trabalhadores empregados com carteira assinada. O aumento em relação a maio foi de 15,46%.

Estado de São Paulo – Em relação a junho de 2014, o emprego com carteira caiu 7,5%, e no acumulado do ano, 6,48%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior houve redução de 66,7 mil vagas. Em relação a maio, o estoque de 819,8 mil trabalhadores também registrou queda, descontada a sazonalidade, de 0,57%. Como o setor apresenta ciclos de longo prazo, mesmo que o cenário melhore no curto prazo, a repercussão não deverá ser imediata.

 

Da redação

 

O nível de emprego na construção civil recuou 2,47% no mês de junho com relação a maio. Foram 40 trabalhadores dispensados no mês. Foi o segundo mês seguido de queda no emprego na construção civil em Votuporanga.

No país, houve recuou de 8,8% no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado. Em 12 meses, o saldo líquido negativo alcançou 383,8 mil postos de trabalho, em razão da redução da atividade econômica brasileira. Os dados são da pesquisa de emprego realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego.

Apenas em junho o recuo foi de 1,04% na comparação com maio, desconsiderando os fatores sazonais. “O aprofundamento do saldo negativo entre contratações e demissões precisa urgentemente ser revertido. Com a revisão da meta do superávit primário pelo governo, esperamos que agora sejam agilizadas as medidas de reativação dos investimentos, tais como o lançamento da fase 3 do Programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, o Programa de Infraestrutura Logística e as Parcerias Público-Privadas e concessões de serviços estaduais e municipais”, disse o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto.

Para o sindicato, a retração afeta todos os segmentos de construção civil. No mercado imobiliário, os residenciais tiveram o seu auge em 2011, mas com a desaceleração das vendas e redução dos lançamentos, há menos obras sendo iniciadas. Além disso, a conjuntura econômica desfavorável, com a elevação da taxa de juros, não torna o ambiente propício para os investimentos. O mesmo acontece com infraestrutura, que sofreu cortes no ajuste do governo federal.

Na região de São José do Rio Preto o saldo entre demissões e contratações permanece positivo.  Em junho foram abertos nove postos de trabalho elevando para 31.311 o número de trabalhadores formais na construção civil. O aumento em relação a maio foi de 0,03%.

No município de Rio Preto os números são ainda mais positivos. Em junho foram 262 contratações, aumento de 2,08% em relação a maio. Agora são 12.828 trabalhadores com carteira assinada no setor.

Já em Catanduva o quadro é diferente. Junho registrou o fechamento de 47 postos de trabalho o que representa queda de 3,06% em relação a maio. Catanduva tem agora 1.491 trabalhadores registrados, o menor número desde janeiro de 2014, quando a série começou a ser pesquisada.

Em Fernandópolis o quadro também é negativo com 37 demissões representando queda de 3,72% em relação a maio.

Em Araçatuba o setor de construção civil continua em expansão. Em junho foram 77 contratações elevando para 3.689 trabalhadores formalmente registrados. O aumento em relação a maio é de 2,13%.

Birigui também está contratando. Foram 15 novas vagas em junho, com aumento de 1,26% em relação ao mês anterior, elevando para 1.202 o total de trabalhadores.

Os números de Andradina são muito positivos. Foram 81 novas contratações na cidade elevando para 605 o total de trabalhadores empregados com carteira assinada. O aumento em relação a maio foi de 15,46%.

Estado de São Paulo – Em relação a junho de 2014, o emprego com carteira caiu 7,5%, e no acumulado do ano, 6,48%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior houve redução de 66,7 mil vagas. Em relação a maio, o estoque de 819,8 mil trabalhadores também registrou queda, descontada a sazonalidade, de 0,57%. Como o setor apresenta ciclos de longo prazo, mesmo que o cenário melhore no curto prazo, a repercussão não deverá ser imediata.

 

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