Em votação apertada dos jurados, Ditão Caminhoneiro é absolvido de homicídio

Benedito Teixeira de Camargo era acusado de ter matado o jovem Renato Justino com tiros de revólver, em 2011

Em julgamento relativamente rápido, que começou às 9h15 e terminou por volta das 12h30 de ontem, o Tribunal do Júri da Comarca de Votuporanga declarou inocente o réu Benedito Teixeira de Camargo, conhecido por “Ditão Caminhoneiro”. Ele era acusado de ter matado o jovem Renato Justino, de 23 anos de idade, com tiros de revólver, em 2011. Em depoimento, alegou que agiu em legítima defesa, tese acatada pela maioria dos jurados.

A senteça foi proferida pelo juiz de Direito Jorge Canil, que foi quem comandou os trabalhos. O Corpo de Jurados, formado por cinco homens e duas mulheres votou pela inocência do acusado, mas de forma apertada. Foram quatros votos a favor da tese de defesa, que absolveram Ditão, e três que condenaram.

A acusação foi representada pelo promotor José Vieira da Costa Neto. Já a defesa foi de responsabilidade do advogado Julio César Rosa. Benedito é acusado de matar Renato após uma discussão. Segundo o processo, o crime aconteceu porque a vítima teria furtado objetos da casa do genro de Ditão.

O homicídio aconteceu na rua da casa de Ditão. A vítima teria ido ao local em uma motocicleta e estava em discussão com o genro do réu, e Ditão teria tentado acabar com a situação. O genro disse que ouviu Renato Justino dizer que iria “atear fogo” na casa do caminhoneiro quando estivesse viajando.

Ditão disse em seu depoimento que estava com a arma para se defender apenas, e que atirou (cinco vezes), porque Renato teria colocado a mão atrás do corpo, dando a entender que iria sacar um revólver ou outra arma. O réu afirmou também que o grande número de disparos aconteceu porque a vítima não teria caído, seguindo em pé, em direção ao atirador. Jociano Garofolo/A Cidade

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