“Eleitor não pode ser importunado”, diz delegado

Osny Marchi alerta sobre fiscalização contra boca de urna, que pode render prisão e multa de até R$37 mil

 

Atenção você que pensa em sair de casa hoje para se dirigir a um dos colégios eleitorais de Votuporanga e região, com a ideia de conquistar mais algum voto, no último minuto, para o seu candidato predileto. Se for flagrado fazendo campanha, pode ser caracterizado o crime eleitoral de boca de urna. E a punição para quem faz isso é alta, de detenção até multa no valor de R$37 mil.

O alerta sobre a fiscalização intensificada para esse tipo de infração é do delegado da seccional de polícia de Votuporanga, Osny Marchi. Segundo ele, “o eleitor tem que votar tranquilo e não pode ser importunado”, em hipótese alguma.

O delegado explica ainda as punições para quem quiser “puxar a sardinha” para o lado desse, ou daquele candidato. “A boca de urna é uma infração eleitoral em que pode haver sim, a prisão em flagrante. Caso seja confirmada, a pena vai de seis meses a um ano de detenção, ou multa de R$12 mil a R$37 mil”.

O comandante da Polícia Civil explica também a dúvida que muita gente tem, com relações a prisões no período eleitoral. Há quem ache que não podem ocorrer prisões, informação que não é verdadeira. “Realmente não é bem assim. A prisão pode ocorrer se for em flagrante delito ou em caso de mandados expedidos por juiz de Direito”, afirma Marchi.

Durante a eleição, a PC estará atuando em Votuporanga com o Plantão Policial. Nos 14 municípios que compõem a seccional, as delegacias estarão abertas com a presença de delegados plantonistas, para o registro de crimes eleitorais e delitos em geral.

 

Efetivo nas ruas

A 3ª Companhia da Polícia Militar de Votuporanga está com 100% do efetivo atuando nas eleições e patrulhando nas ruas. Para evitar delitos nas eleições, denúncias devem ser feitas pelo telefone 190. Em entrevista recente, o capitão Édson Fávero afirmou que haverá fiscalização especial. Com relação aos crimes, o que mais preocupa e que pode ocorrer é a tentativa de compra de votos. “Qualquer oferenda de benefícios em troca de votos é o que mais nos preocupa”, disse Fávero. Entrega de material de eleição fica descartada, bem como as aglomerações e manifestações.

 

Jociano Garofolo

garofolo@acidadevotuporanga.com.br

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