Educação especial: inclusão social para alunos

Prefeitura tem seis polos com especialistas em deficiência visual, auditiva e intelectual e ainda oferece instrutor para cada aluno especial para acompanhá-lo no dia-a-dia da escola

Inclusão social é a palavra de ordem na rede municipal de educação. A Secretaria da Educação da Prefeitura de Votuporanga tem incentivado o acompanhamento e reforço dos alunos com necessidades especiais, e, por isso, oferece um instrutor para cada estudante com limitações, que o acompanha no dia-a-dia da escola. A iniciativa é possível graças a uma parceria com cursos de licenciatura da Unifev – Centro Universitário de Votuporanga.

“São poucas cidades que possuem uma estrutura como essa de ter um atendimento individual. O resultado é muito positivo, pois os estagiários, ao notar qualquer indício de dificuldade, suprem a demanda instantaneamente, de modo com que as crianças possam acompanhar o ensino regular”, disse a secretária da Educação, Silvia Rodolfo.

Além disso, a Prefeitura possui seis polos com especialistas em deficiência visual, auditiva e intelectual para aulas de atendimento educacional. As unidades estão no CEM Profª Anita Lievana Camargo; CEM Prof. Benedito Israel Duarte; CEM Prof. Faustino Pedroso; CEM Prof. Clary Brandão Bertoncini; CEM Profª Irma Pansani Marin e CEM Profª Maria Martins e Lourenço.

As salas do AEE (Atendimento Educacional Especializado) são organizadas em escolas públicas para alunos dos ensinos infantil e fundamental no contraturno, oferecendo apoio e complementação para o desenvolvimento das potencialidades dos estudantes. “O trabalho se pauta em fazer valer a escola inclusiva, em que todos os alunos possam aprender juntos, independente de qualquer diferença. Esses educandos recebem atendimento especializado que visa desde à acessibilidade arquitetônica, prevenção e eliminação de preconceitos, estereótipos e quaisquer discriminações, ampliando as possibilidades do desenvolvimento integral do aluno”, destacou a assessora pedagógica Elaine Momesso de Queiroz.

Todos os dias, a pedagoga e especialista em Educação Especial, Joana Rocha Domingues, atende alunos com baixa visão ou deficiente visual no CEM  Profª Maria Martins e Lourenço. Com brinquedos lúdicos voltados à alfabetização, Joana dedica parte de sua manhã para auxiliar no aprendizado de Alex Reis, de apenas seis anos.

Alex Reis está no primeiro ano do Ensino Fundamental e tem baixa visão. O objetivo da professora é alfabetizar a criança na leitura cursiva e Braile. O garoto tem dificuldade em escrever, mas reconhece as letras. “Nesta semana, inseri o método Braile nas aulas para que ele possa aprender e decidir qual optar”, disse Joana.

Ela ressaltou que o AEE é um válido apoio para o ensino regular. “A matrícula nele o ensino regular é importante para a interação com outras crianças. O aluno deficiente tem que aprender a viver em sociedade. Este é o principal objetivo da inclusão. Para os outros estudantes, eles têm que aprender com a diferença. Na sala, o professor lida com 30 menores e fica difícil de dar atenção individual para estas crianças com necessidades especiais”, destacou.

Alex tem avançado nas aulas. “Eu gosto muito do projeto, me ajuda na escola”, complementou.

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