Ecotudos já receberam mais de 3,5 mil toneladas de resíduos sólidos em 2017

Segundo o Departamento de Meio Ambiente da superintendência os resíduos são separados e tem um destino ambientalmente correto

A Saev Ambiental está empenhada em organizar o destino correto dos resíduos da construção civil e outros materiais. É por isso que a Autarquia sempre orienta os moradores de Votuporanga a fazer o descarte do lixo da maneira certa e disponibiliza o serviço do Ecotudo. Em 2017, até agora os três pontos do Ecotudo nas regiões Norte, Sul e Oeste já receberam 3,5 mil toneladas de resíduos.

Por mês, os pontos coletam em média 511,93 toneladas de materiais inservíveis, aproximadamente 22% do total de lixo gerado pelos votuporanguenses, sendo assim, menos lixo descartado no aterro sanitário. Mensalmente a cidade gera 2,3 mil toneladas de lixo orgânico.

 

No mesmo período de 2016, o Ecotudo recebeu cerca de 4,3 mil toneladas de entulhos de construção, podas de árvores, óleo de cozinha, móveis velhos, roupas, sapatos, eletrônicos, eletrodomésticos, madeiras, vidros e outros materiais. Além desses resíduos, o Ecotudo Sul também recebe pneus velhos. Os três pontos só recebem materiais de residências.

 

Segundo o Departamento de Meio Ambiente da superintendência os resíduos levados pelo morador ao Ecotudo são separados e têm um destino ambientalmente correto e diferente de acordo com o tipo do material. O projeto faz parte da Política Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos.

 

Criado em 2010, o espaço gratuito atende a população do município para o recebimento de entulhos e resíduos domiciliares. A ideia é executada como alternativa de descarte, principalmente, para a população que joga o lixo de forma inadequada nas margens de rodovias, estradas rurais, córregos e terrenos, poluindo o meio ambiente.

 

Conforme a lei municipal nº 5.725 de dezembro de 2015, em casos de descumprimento o responsável receberá multa no valor de 1.703 Unidades Fiscais do Município (UFM), aproximadamente R$ 6 mil, e pode ser dobrada mediante reincidência.

 

A parceria da Administração Municipal com a Superintendência disponibiliza três pontos para atender das 9h às 20h, de segunda à segunda, a toda a população: o Ecotudo Sul, localizado na Avenida Conde Francisco Matarazzo, no Palmeiras I; Ecotudo Norte, que fica na Av. Sete, nº 2440, no Distrito Industrial I e o Ecotudo Oeste, no alto da vicinal Nelson Bolotário.

 

A Saev Ambiental pede ainda aos munícipes que denunciem as pessoas que virem jogando lixo em local inadequado pelo 0800 770 1950.

 

Usina de reciclagem de entulhos

 

Outra parceria que visa acabar com o descarte irregular de resíduos sólidos é entre a empresa Mejan Ambiental e a Coopervinte – Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Votuporanga, que faz um trabalho destinado à triagem de recicláveis que são jogados em caçambas, junto com os resíduos da construção civil.

 

De acordo com o superintendente adjunto da Saev Ambiental, o engenheiro Marcelo Marin Zeitune, a iniciativa é conscientizar os proprietários de obras e moradores que as caçambas são para restos da construção civil. “O objetivo é fazer com que os munícipes deixem de jogar nas caçambas lixo orgânico e reciclável. Para isso, a Saev Ambiental faz o trabalho de coleta na cidade, tanto do lixo orgânico, quanto do reciclável”, destacou.

 

Ao recolher as caçambas das obras, o material é levado até a usina de reciclagem de entulhos. Lá, o entulho passa por uma triagem, em que o material reciclável é separado dos restos de construção. Após esse processo, os resíduos são encaminhados para a Coopervinte, que dará o destino correto para os mesmos.

 

 

Já o resíduo de construção, é triturado e separado em agregados de alta qualidade, como areia, pedras, pedriscos e rachão. Todo esse processo atende ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Por mês, a usina repassa para a cooperativa cerca de 10 toneladas de recicláveis. Dentre os quais, estão papel, papelão, plásticos, isopor, fitilhos plástico e sacos de cimento.

 

 

 

Coopervinte

 

Todos os anos a cooperativa faz a triagem de toneladas de produtos que são retirados do meio ambiente que são destinados para reciclagem de forma correta e sem causar danos à natureza. Vidro, papelão, isopor, papel e plástico estão entre os materiais com maior volume recolhido. Atualmente, são 45 famílias cooperadas, que ganham de R$ 800 a R$ 1.000 por mês.

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