Dono da Havan tem auxílio emergencial aprovado, mas nega ter recebido o benefício

Luciano Hang informou que pediu investigação sobre vazamento de dados, que também afetou família do presidente Jair Bolsonaro e apoiadores.

O empresário Luciano Hang, dono da rede varejista Havan, foi cadastrado e aprovado para recebimento do auxílio emergencial de R$ 600. O caso veio à tona após dados do bilionário terem sido vazados por supostos hackers.

O auxílio foi criado pelo governo federal para auxiliar trabalhadores informais, autônomos e MEIs no período da pandemia. Ele é pago aos beneficiários pelo prazo de três meses. Para recebê-lo, o beneficiário precisa cumprir o requisito da renda média (renda mensal de até meio salário mínimo – R$ 522,50 – por pessoa, e de até 3 salários mínimos – R$ 3.135 – por família) até 20 de março de 2020.

Apesar de cadastro de Hang ter sido aprovado, ele afirmou em post em rede social que não recebeu o benefício. “Alguém me passou a perna, pegou o dinheiro e sumiu. kkkk É Fake News, pessoal. Realmente o cadastro foi feito, mas não recebi nada. Não deixe que usem isso para tirar o crédito de um programa que já ajudou mais de 50 milhões de brasileiros. Vamos em frente!”, postou.

Ao G1, o dono da Havan diz que sofreu um ataque cibernético e que, até às 10h desta quarta, não caiu nenhum valor em sua conta bancária. “Tem que ver o que está acontecendo. Não sei como se tem acesso ao auxílio emergencial, se tem que ir no banco pra pegar o dinheiro. Ontem entramos em contato com a Dataprev pra ver isso e pedimos mais informações”, afirmou.

Segundo dados obtidos pelo aplicativo Caixa, o benefício em nome de Hang foi aprovado e creditado em uma conta não informada. Na manhã desta quarta-feira (3), no entanto, o sistema informava que ele estava sendo reavaliado.

Caso o benefício tenha sido creditado em uma conta da Caixa, os recursos pagos indevidamente podem ser devolvidos para o governo pelo próprio banco. Se foi creditado em conta de outra instituição, cabe ao beneficiário fazer a devolução.

A Caixa enviou nota ao G1 afirmando que que atua como agente pagador do auxílio emergencial e não participa nem interfere no processo de avaliação dos critérios de elegibilidade. Segundo o banco, a responsabilidade no processo de avaliação dos critérios de elegibilidade é da DataPrev, conforme previsto em portaria do Ministério da Cidadania, que é gestor do benefício.

Sobre a possibilidade de fraude, a Caixa disse que “a área de segurança do banco realiza o monitoramento e o mapeamento de ocorrências, em colaboração com os órgãos de segurança Pública” para evitar esse tipo de ocorrência.

G1 enviou um e-mail para a Dataprev pouco antes das 11h30, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Apoiador de Bolsonaro alvo de operação da PF

Hang é apoiador do presidente Jair Bolsonaro e, na semana passada, foi alvo de mandados de busca e apreensão na operação contra as fake news. Ele foi apontado pela investigação da Polícia Federal como um dos financiadores de suposto esquema de impulsionamento de informações falsas e ataques às instituições.

Nesta terça-feira, o Anonymous Brasil, parte de um grupo internacional composto de hackers que invade criminosamente arquivos na internet, divulgou dados relativos a Hang.

Segundo o empresário, os documentos dele foram usados para pedir auxílio do governo. Ele informou ter pedido investigação sobre o caso.

Em 2019, Hang entrou para a lista de bilionários divulgada pela revista “Forbes”.

FONTE: Informações | g1.globo.com

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