Dólar volta a R$ 2,32 na terceira sessão consecutiva de alta

O dólar subiu mais de 1% nesta quarta-feira, voltando ao patamar de R$ 2,32, impulsionado pela maior expectativa de redução do estímulo monetário nos Estados Unidos devido ao sinal de fortalecimento do mercado de trabalho americano. A divisa dos EUA avançou 1,25%, a R$ 2,3244 na venda, terceira alta diária consecutiva. Na máxima da sessão, a divisa alcançou R$ 2,3270 na venda. Segundo dados da BM&F, o volume de negociação ficou em cerca de US$ 1,8 bilhão.

O avanço ganhou fôlego na última hora da sessão, antes do feriado do dia de Ação de Graças na quinta-feira, durante o qual os mercados financeiros americanos não funcionarão. “O mercado já estava em viés de alta por causa dos dados dos EUA, e o feriado de Ação de Graças favoreceu a aceleração desse avanço”, afirmou o economista-chefe do Espírito Santo Investment Bank, Jankiel Santos.

O número de americanos que solicitou novos pedidos de auxílio-desemprego diminuiu inesperadamente na semana passada, dando fôlego às expectativas de que o Federal Reserve, banco central do país, vai reduzir o programa de compra de títulos em breve, enxugando a liquidez global. Também pesaram preocupações com a situação fiscal brasileira, que, caso continue apresentando resultados ruins, pode piorar ainda mais a avaliação do País e espantar investidores.

Analistas ressaltaram ainda que, à medida que se aproxima o fim de ano, a tendência de fortalecimento do dólar ganha fôlego. Tradicionalmente, grandes empresas estrangeiras instaladas no Brasil fecham seus balanços e enviam remessas de lucro ao exterior. “Virando o mês, começam as remessas de lucro. Com expectativas de redução no estímulo dos EUA em breve e dúvidas sobre um possível ‘downgrade’ do crédito brasileiro, o viés do dólar é para cima”, afirmou o especialista em câmbio da corretora Icap, Italo dos Santos.

Intervenções e Selic
O BC concluiu a rolagem integral do lote de swaps cambiais tradicionais – equivalente a venda de dólar futuro – que vencem em dezembro, com valor financeiro de US$ 10,110 bilhões. Na décima etapa da rolagem, o BC vendeu a oferta total de 22,2 mil swaps. A autoridade monetária também deu mais um passo em seu programa de atuações diárias, com a venda de 3.700 contratos de swaps tradicionais com vencimento em 5 de março e 6.300 contratos com vencimento 2 de junho de 2014. O volume financeiro foi de US$ 496,8 milhões.

Saiba Mais

Segundo Santos, o mercado deve ficar atento agora a novos sinais sobre o destino das rações diárias do BC no próximo ano. O diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, já afirmou que o programa de intervenções diárias, que teve início em agosto, não tem data para acabar. A atenção também fica voltada para o comunicado que o Banco Central emitirá após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ainda nesta quarta. A expectativa é sobre se o documento trará indicativos em relação aos próximos passos da política monetária brasileira já que é praticamente consensual que a Selic subirá 0,5 ponto, para 10% ao ano.

Pré-sal
Havia expectativa de entrada de recursos do pagamento do bônus do leilão do campo de Libra, de petróleo da camada pré-sal, já que se encerra nesta quarta o prazo para o repasse. Mas dois analistas afirmaram que o dinheiro já deve ter sido trazidos ao país nas últimas sessões. “Acredito que tudo que tinha que entrar, já entrou”, afirmou o operador de um banco internacional. Na semana passada, o País registrou entrada líquida de US$ 4,548 bilhões, revertendo o déficit acumulado no mês até então.

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