“Doação de órgãos é o gesto mais nobre de amor ao próximo”, declara enfermeiro da Cihdott

De fevereiro de 2012 até outubro deste ano, a Comissão Intra-Hospitalar realizou 47 captações de córneas entre os óbitos no Hospital

 

Você já pensou que mesmo depois da morte é possível ajudar alguém? Permitir melhores condições de vida a outro? Deixar uma parte de si próprio para um indivíduo, que talvez, nem mesmo conheça? E neste caso, dar visão para aqueles que não possuem ou carecem dela? São conceitos semelhantes a estes que a doação de órgãos comprova e exerce.

Na Santa Casa de Votuporanga, a Cihdott (Comissão Intra-Hospitalar de Captação de Órgãos e Tecidos para Transplante) foi implantada em 2010, já os procedimentos de captação de córnea começaram em 2012. Desde o início, de fevereiro de 2012 até outubro deste ano, a Cihdott realizou 47 captações de córneas entre os óbitos no Hospital. Atualmente, a Santa Casa de Votuporanga realiza apenas a captação de córneas, que são encaminhadas para o Banco de Olhos do Hospital de Base de São José do Rio Preto.

O enfermeiro da Cihdott, Pablo Guidorzi Gurther, explicou qual a importância desse tipo de doação. “A doação de órgãos é o gesto mais nobre de amor ao próximo, pois deixamos um pedaço da gente para uma pessoa que não conhecemos. O transplante de órgãos oferece uma nova chance e melhora a qualidade de vida dos pacientes receptores.”
Gurther destaca que toda pessoa de 4 a 70 anos é um potencial doador de córneas, mas existem situações que isso deixa de ser propício. “Alguns fatores excluem pacientes, tais como: óbitos de portadores do vírus HIV ou hepatites, com septicemia (infecção generalizada), endocardite, tumores, conjuntivite ou lesões na córnea.”

 

Procedimento

O enfermeiro da Cihdott, Pablo Guidorzi Gurther, detalhou como é realizado o procedimento de doação. “Quando ocorre o óbito de um potencial doador de córneas, a equipe da Cihdott é notificada. Após analisar as causas da morte e filtrar os fatores de exclusão, a família é abordada sobre a vontade e, caso autorize, o procedimento é realizado no Hospital.”

O profissional acrescenta que a orientação é que todo cidadão brasileiro converse com seus familiares e expresse a vontade de doar órgãos. “Isso deve ser feito ainda em vida, para que na hora da abordagem familiar pelos responsáveis, este esteja ciente da vontade do seu ente de doar órgãos, facilitando a autorização para a doação.”

Outro aspecto fundamental é que as equipes de enfermagem, serviço social, recepção e também os profissionais que atuam na Cihdott trabalhem em sintonia. “Assim para que os óbitos de potenciais doadores sejam rapidamente comunicados e as famílias abordadas, já que a captação deve ser realizada em no máximo seis horas após o óbito.”

O enfermeiro frisa que o transporte para o Banco de Olhos de São José do Rio Preto, onde o órgão será processado, armazenado e distribuído, de acordo com as necessidades da região, também deve acontecer em até seis horas após a retirada. “No primeiro ano de serviço a Santa Casa de Votuporanga foi a segunda Instituição que mais realizou captações na região, atrás apenas de São José do Rio Preto.”

 

VOTUNEWS

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