DNA é aliado para combater tráfico e criação ilegal de aves

A Polícia Ambiental de Rio Preto utilizou ontem, pela primeira vez, a mais nova arma no combate ao contrabando e à criação ilegal de aves silvestres: exame de DNA para determinar se a origem do animal é a mesma que a informada no registro em poder do proprietário. A fiscalização de viveiros de aves ontem fez parte de uma megaoperação desencadeada em Rio Preto, Fernandópolis, Franca e Ribeirão Preto, que teve ainda como finalidade vistoriar madeireiras e o transporte de madeira que passa pela região, além de focos de queimadas criminosas.

Os trabalhos começaram às 6 horas e só terminariam à meia-noite. Somando as quatro bases, 210 policiais ambientais, 70 viaturas e dois helicópteros ao todo participaram da ação.
Em Rio Preto foram fiscalizados três locais de criação de pássaros e apreendidas 14 aves, das espécies trinca-ferro, canário-da-terra, coleirinha, pássaro-preto e chupim. Todas estavam com as anilhas de identificação adulteradas.

Exatamente para combater a falsificação dessas anilhas é que a polícia lançou mão da ciência na luta contra os crimes ambientais. Um biólogo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) acompanhou a operação e coletou amostras de sangue das aves para verificar se realmente são filhotes das matrizes informadas no registro. “Os criadores recebem as anilhas dos Ibama e as colocam nos filhotes que nascem em cativeiro, porém muitos acabam capturando animais da natureza e utilizam as anilhas para burlar a lei. Por isso estamos utilizando a técnica do DNA”, explicou o major Fabiano Ferreira Nascimento, da Polícia Ambiental de Rio Preto.

Um dos viveiros vistoriados foi o do encarregado de recursos humanos Gustavo Alessando Moreira da Silva, 31 anos, na Vila Angélica. Ele teve cinco aves apreendidas porque estavam com problema na anilha ou não estavam cadastrados e foi multado em R$ 2,5 mil. Silva terá um prazo de 15 dias para apresentar documentação dos pássaros. “Apoio esse tipo de fiscalização porque tem muita gente que não anda dentro da lei. Não crio para comercializar e nem posso. As vezes dou para alguns para amigos ou troco, mas estou dentro da lei”.

Silva possui 44 pássaros, que, segundo ele, são de criação particular e utilizados também para competições. Todos tiveram o sangue coletado e a anilha de identificação vistoriada. O resultado deverá ficar pronto em 15 dias. Os policiais ainda vistoriaram outros dois viveiros, um no bairro Eldorado e outro na zona rural, na Estância Dois. Foram aplicados R$ 7 mil em multas para os casos em que foram constatadas irregularidades.

Madeira

Para flagrar o transporte ilegal de madeira, sete pontos de bloqueio foram criados nas rodovias BR-153, Euclides da Cunha (SP-320) e Feliciano Salles Cunha (SP-310). Até o fechamento desta edição, três carretas tinham sido apreendidas. “Em uma delas, a madeira declarada era diferente da que estava no caminhão. Em outra, o volume era superior ao permitido para o veículo. Também vistoriamos várias madeireiras e vamos fazer um balanço amanhã (hoje)”, disse o major.

Incêndio

Com o auxílio de dois helicópteros (em Rio Preto e em Ribeirão Preto), a Polícia Ambiental monitorou focos de incêndio para identificar se a origem das queimadas foi criminosa. Em José Bonifácio, o dono de um canavial foi multado em R$ 15 mil por queimar 15 hectares. Também com o auxílio da aeronave, os policiais localizaram um desmatamento em Neves Paulista. O dono da área foi autuado em R$ 1,8 mil.  DiarioWeb

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