Diretoria do CDP de Riolândia descumpre a lei e corta entrega de encomendas aos presidiários

Familiares dos detentos do CDP (Centro de Detenção Provisória) “Valdecir Fabiano”, de Riolândia, tem procurado a Secretaria de Direitos Humanos de Votuporanga protestando contra a proibição em dia de visita da entrega do chamado “jumbo”, encomenda com comida, produtos de higiene pessoal e demais pertences de uso cotidiano dos presos.

Aos visitantes é permitida somente a entrega semanal de dois recipientes com três quilos de comida cada e uma garrafa de 2 litros de refrigerante, durante as visitas, realizadas aos sábados e domingos. O restante, como por exemplo, sabão em pó, xampu, detergente, roupas, calçados, cigarros e até materiais de papelaria só chegam até as mãos do detento através de encomenda entregue via correio.

Com essa norma, o diretor-geral da penitenciária, Walmur Lopes Silva, indicado como o responsável pela imposição da nova regra, estaria desrespeitando a Portaria Conjunta 01 de 19 de abril de 2007, em que a entrega de produtos pessoais aos presos por parte dos familiares em dia de visitação é autorizada.

“A normatização é válida para todo Estado de São Paulo, por se tratar de portaria editada em conjunto com todas as Coordenadorias da Secretaria de Administração Penitenciária”, explica a nota enviada pela assessoria da Secretaria de Administração Penitenciária a pedido da reportagem.

 

Descontentamento

Estão detidos no CDP de Riolândia 64 presos oriundos da Cadeia Pública de Votuporanga e de acordo com o secretário de Direitos Humanos, Émerson Pereira, desde a inauguração da penitenciária, em 22 de novembro, parentes de reclusos tem o procurado para reclamar das regras, que causam grande descontentamento.

Inclusive na última semana, integrantes da secretaria foram até Riolândia para uma reunião com o diretor da penitenciária. “Pedimos um encontro para constatar a veracidade dessas denúncias”, afirma Émerson.

O dinheiro gasto pela família com o envio dos produtos pelos correios não é visto com agrado nem pelos detentos e nem pelos parentes, afirma o secretário. “Lá dentro da cadeia o preso já está pagando pelo que fez aqui fora, e então não é justo que a família ainda tenha mais esse sofrimento”, alerta.

O desagrado por parte dos familiares pode ser constatado pela reportagem na manhã de ontem, antes do início das visitas. De acordo com um dos visitantes, que terá o nome preservado, são gastos cerca de R$ 30 por semana com o envio dos produtos. O preso visitado pelo entrevistado estava anteriormente no CDP de Rio Preto, onde é liberada a entrega dos mantimentos em dia de visita. “É um gasto a mais que temos e que atrapalha”, explica.

 

CRED: Alex Pelicer/O Jornal

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