DIG conclui inquérito sobre o assassinato de Érica

Foto: Acidade

Exatamente dois meses após o rapto e assassinato de Érica Diogo de Oliveira Guilherme, de 33 anos, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Votuporanga concluiu o inquérito policial sobre o caso, que deixou a cidade e região consternadas e mobilizou todo o efetivo policial.

 

Em entrevista coletiva à imprensa na tarde de ontem, o delegado responsável pelo caso, João Donizete Rossini, disse que ficou confirmado que foi Wilson Aparecido Rodrigues cometeu o assassinato sem a ajuda de uma

segunda pessoa. Também não foram encontrados vestígios de conjunção carnal e nem de ato libidinoso na vítima.

O suspeito permanece preso na Cadeia Pública de Votuporanga, à disposição da Justiça. O delegado confirmou que a morte ocorreu na noite da quinta-feira (21/12), por volta das 21h, já que, por volta das 22h30 do mesmo dia, ele já estava em Fernandópolis na casa de parentes com o carro dela. “Wilson utilizou dois cheques da vítima, deu em pagamentos em Fernandópolis, um para abastecer o veículo e outro comprou coisas em um supermercado”, disse Rossini.

O delegado também esclareceu o que o destino de cestas de Natal que Érica havia comprado no supermercado, antes de ser raptada. Segundo a investigação, foram entregues aos parentes do suposto assassino em Fernandópolis, que não teriam desconfiado que Wilson havia acabado de cometer um crime tão brutal. Essas informações teriam sido confirmadas por meio de depoimentos.

O exame necroscópico apontou que foram cinco os ferimentos encontrados no corpo da vítima. Um na frente, que atingiu o coração e quatro nas costas. “Ele matou ela fora do veículo sobre a ponte. A faca foi localizada em Fernandópolis próximo à casa de parentes de Wilson. O celular da Erica também foi encontrado no mesmo bairro.

 

Tudo o que ele disse foi confirmado. Ele contou também que esteve bem antes do crime no supermercado. Bebeu cerveja, conversou com pessoas. Depois ele saiu e retornou ao local mais tarde, quando ocorreram os fatos”, afirmou o delegado da DIG.

Rossini também esclareceu que não existem motivos ocultos para o crime. O suspeito escolheu Érica aleatoriamente. “Ele afirma que ela ficou o tempo todo imóvel, e também que matou ela porque não queria ser identificado. Ela teve chances de sair do carro, mas era uma pessoa pacata, simples, e talvez ela tenha pensado no que a polícia sempre divulga, para que as vítimas não reajam”.

 

O inquérito será encaminhado ao juiz da Comarca de Cardoso, onde ocorreu o crime, que deve dar prosseguimento ao caso. O inquérito policial aponta Wilson Aparecido Rodrigues como autor de latrocínio (roubo seguido de morte), que pode lhe render pena de 20 a 30 anos de prisão, e ocultação de cadáver, de um a três, se condenado. Jociano Garofolo/A Cidade

 

 

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password