Deslizamento de terra obriga moradores de condomínio a esvaziar prédio às pressas na noite desta segunda-feira

Um deslizamento de terra em uma obra da Vila Residencial Morini 2 provocou rachaduras em uma das torres do condomínio Débora Cristina e obrigou os moradores dos quatro apartamentos que compõem o prédio a esvaziar o local que foi interditado.

O incidente aconteceu no início da noite de ontem quando os operários da construção (um prédio de sete andares que ainda está na fase de perfuração das fundações) já haviam deixado o local.

Com o deslizamento, trincos apareceram no quintal do condomínio que fica na rua Joaquim Antônio Escabin, a 500 metros do supermercado Santa Cruz do bairro Pozzobon. Na parte de traz da torre um buraco de 30 centímetros de largura por quatro metros de comprimento e pelo menos dois metros de profundidade (foto) se abriu.

O buraco fica a menos de dois metros dos pilares que sustentam a torre de apartamentos e por baixo do cercado onde são armazenados os botijões de gás que abastecem as quatro residências.

Parte do quintal ao fundo do prédio ficou suspenso apenas pela alvenaria, uma vez que a terra sob ela deslizou para o terreno da obra.

“Quando meu filho chegou para estacionar a moto, viu toda a junção do piso de fora com a parede do prédio rachar”, conta Sandra Viana, moradora de um dos apartamentos da torre.

Um caminhão do Corpo de Bombeiros foi até o local e acionou a defesa civil, que também acompanhou os trabalhos.

“Neste caso, a responsabilidade aparentemente é da construtora que está fazendo a torre. A orientação é para que eles [moradores] passem essa noite em um hotel. O custo, posteriormente, pode ser cobrado na construtora” afirmou Josué Domingues, coordenador da Defesa Civil, que esteve no local.

Até às 22h de ontem, bombeiros e defesa civil tentaram contato como um dos engenheiros da prefeitura para avaliar os riscos e liberar ou interditar a obra.

Sem sucesso, o Corpo de Bombeiros lacraram o prédio e os moradores foram orientados a dormir em hotéis ou na casa de parentes.

O funcionário do Cartório de Registro Civil de Votuporanga, Gilberto Casare, que é dono de um dos apartamentos, relatou que já tinha percebido algo estranho na obra.

“Vi que as agulhas (pilares da fundação) estavam muito próximas ao condomínio. Falei com responsável que me disse para ficar tranquilo”, relata ele.

Segundo Casare, ele e Edson Amaro, que seria o dono da obra, estiveram no local ontem à tarde, quando o responsável pela obra teria assegurado a ausência de riscos à torre do Débora Cristina.

Os moradores, bombeiros e um engenheiro da prefeitura se reúnem hoje pela manhã em frente ao condomínio, quando será realizada uma nova avaliação para saber se o prédio será liberado para os moradores e quais reparos serão feitos em caráter emergencial.

O Jornal tentou contato, por telefone, com o engenheiro responsável pela obra no número fornecido pelos moradores do Débora Cristina, mas o aparelho de celular estava desligado.

Segundo os moradores, a torre de sete andares que será construída nos fundos do Débora Cristina é um empreendimento da empresa Falbrás Serviços de Construção Civil.

Ademir Terradas

de Votuporanga

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password