Depoimento voluntário na Polícia Federal de Jales pode complicar vida política da prefeita Ana Bim

Um denunciante voluntário poderá entregar à Polícia Federal em Jales, provas que comprometam a vida política de prefeita de Fernandópolis Ana Maria Matoso Bim, secretários e articuladores que estão dentro e foram da Prefeitura. Os nomes dos envolvidos estão sendo mantidos em sigilo pelo denunciante.

Essas provas também revelam todo o esquema montado durante as eleições municipais de 2012 e os compromissos firmados pelos assessores para neutralizar os candidatos adversários, compra de testemunhas e aquisição de dívidas que ainda não foram saldadas.

Parte do grupo da prefeita eleita também firmou acordos e garantias de empregos para membros de campanha, sem que a própria Ana Bim soubesse das decisões tomadas às escondidas e na calada da noite. Esse mesmo grupo agora está numa “saia justa”, sem forças políticas para distribuir cargos que haviam sido garantidos caso a prefeita fosse eleita.

Novas provas podem enriquecer ainda mais todo o material que está em um inquérito policial aberto na Policia Federal de Jales que investiga esquema de compra de votos mantidos pela equipe de campanha de Ana Bim. Até uma lista com nomes e números de títulos eleitorais já está à disposição da PF, cujos depoimentos já foram feitos em cima de várias denuncias já apresentadas. A própria polícia pediu a quebra de sigilo telefônica de alguns cabos eleitorais para que seja comprovada a ligação entre denunciantes e denunciados.

Uma equipe que trabalha nos bastidores da administração da prefeita montou esquema tático para segurar as “buchas” e neutralizar ações que possam prejudica a administração sem que a própria prefeita tenha conhecimento. Membro desse mesmo grupo foi responsável pela contratação de serviços e garantir valores em dinheiro para evitar escândalos políticos. Muitos compromissos ainda não foram cumpridos.

O fato se agravou ainda mais a partir das demissões realizadas pela prefeita no último dia 10 de outubro. Muitos já faziam parte do esquema em favorecimento tipo “cala boca”, tendo o emprego em troca do silêncio. Havia garantias para esposas e mães. Algumas dessas pessoas demitidas pela prefeita ameaçam ir a Justiça e contar tudo que sabem sobre os bastidores políticos.

Talvez seja verdade que Ana Bim não saiba 10% daquilo que foi articulado durante o processo eleitoral, mas há indícios que ela teria todo o controle do esquema e está indo na onda do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva que declarava que não sabia de nada.

 

Região Noroeste

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