Dengue deixa dez cidades da região em estado de alerta

Dez cidades do Noroeste paulista estão em estado de alerta para a dengue. É o que aponta o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa) divulgado, ontem, pelo Ministério da Saúde. Em Votuporanga, o índice é de 0,8%, considerado satisfatório e abaixo do preconizado pelo Ministério da Saúde, que é de menos de 1%.

Foram visitadas na cidade 3.040 imóveis pelos agentes do Secez (Setor de Controle de Endemias e Zoonoses) . Votuporanga registrou este ano quase 3 mil casos de dengue e duas mortes, uma criança de um ano e dois meses e uma mulher de 46 anos.

Segundo o levantamento, em Rio Preto, de cada 100 casas vistoriadas, 1,6 tinham larvas do mosquito, que transmite dengue e chikungunya. O índice caiu em relação ao ano passado, em que se registrou 2,3 imóveis contaminados . Mesmo assim, o município está em estado de alerta (índice entre 1,1 e 3,9), segundo a classificação do Ministério da Saúde. Mirassol, Catanduva, Urânia, Nhandeara, Icém, São João das Duas Pontes, Nipoã, Cardoso e Novo Horizonte também estão na lista do alerta. Mirassol teve o maior índice da região: 3,2.

O Liraa de Mirassol aumentou em relação ao levantamento do ano passado. Em outubro de 2013, de cada 100 casas, 1,4 tinham larvas do mosquito.

Mesmo com o maior Liraa da região, Mirassol registrou 32 casos positivos de dengue até ontem. No ano passado, 1.492 pessoas contraíram a doença. Em nenhum dos dois anos se registrou morte pela doença.

A falta de conscientização e colaboração da população são os principais fatores responsáveis pelo aumento no Liraa, segundo a Vigilância Epidemiológica do município.

“O que se percebeu é que mesmo sem a presença de chuva, e com todo o conhecimento que existe em relação a dengue, através das visitas, muitos moradores ainda não praticam determinadas ações que fazem toda diferença para eliminar os criadouros dos mosquitos em seus lares”, informou a Prefeitura, por meio de nota.

A Vigilância destaca ainda que “realiza visitas aos imóveis continuamente, durante todo o ano, orientando a população em como evitar a proliferação de criadouros do Aedes aegypti, retirada desses criadouros em residências e terrenos baldios, caso necessário”.

Outras 62 cidades da região participaram da pesquisa realizada em outubro. Esses apresentaram índice entre 0 e 1, que é classificado como satisfatório.

Sobre o levantamento

O Liraa é feito anualmente pelo Ministério da Saúde, com base nos dados repassados pelos municípios e estados, para diagnosticar as cidades em risco e intensificar as medidas de prevenção à dengue. (Colaboração Luciano Moura)

Larissa de Oliveira
larissa.oliveira@diariodaregiao.com.br

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