Dengue: aumento de 605% no Estado e Votuporanga já registra 115 casos confirmados 

Cidades como São José do Rio Preto/SP, sofre uma epidemia da doença, com mais de 2,4 mil casos confirmados e cinco mortes desde dezembro. 

O Estado de São Paulo enfrenta nova epidemia de dengue, com maior incidência nas regiões norte e noroeste, mais distantes da capital. Entre o início do ano e o último dia 15, o número de casos confirmados saltou de 1,9 mil para 13,4 mil, alta de 605%, ante o mesmo período de 2018. Já o total de casos suspeitos foi de 15,2 mil para 40,2 mil, conforme a Secretaria da Saúde paulista. 

Só em Rio Preto, já foram 2.478 casos confirmados da doença desde o início do ano. A cidade enfrenta uma epidemia, com quatro mortes em 2019 e cinco desde o início do surto, em dezembro. 

Em Votuporanga/SP, somente neste ano 379 notificações e 115 casos positivos já foram registrados, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde. 

Nas regiões com as maiores infestações, como Bauru, Barretos e Araraquara, foi confirmada a circulação do sorotipo 2. Segundo a secretaria, houve 5 óbitos no período, dois em São Joaquim da Barra, dois em São José do Rio Preto e um em Araraquara, mas as prefeituras confirmaram mais 4 e investigam outras 20 mortes. Dez cidades, oito nas regiões norte e noroeste, concentram 66% dos casos. 

Em Bauru, com 3.510 casos confirmados e 12 mortes com suspeita, pacientes lotam as unidades de saúde. O movimento subiu mais de 73,6% desde o início da epidemia. Os cinco postos de saúde (UPAs) atendem 2,7 mil pacientes por dia e o horário foi estendido até 23 horas. 

Em Araraquara, ao menos 300 pessoas com sintomas procuram, diariamente, os serviços municipais de saúde. Também foi confirmada a terceira morte por dengue, diz a prefeitura. Ângela Santos, de 66 anos, morreu no dia 10 e os exames deram positivo para a doença. Outros quatro óbitos são investigados. 

A Justiça de Mogi Guaçu, região de Campinas, autorizou a prefeitura e entrar em imóveis particulares sem morador para remover criadouros do Aedes. Lá, são 60 casos confirmados e 44 suspeitos, quatro vezes mais que em todo o ano passado. 

Piora em 2020 

O coordenador de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde do Estado, Marcos Boulos, alerta que a epidemia pior deve vir entre o final deste ano e o início de 2020. “O próximo verão deve ser pior, porque neste a dengue não pegou com força as regiões mais populosas do Estado”, disse. “Há uma epidemia em regiões bem definidas, no norte e noroeste, mas o problema maior não é o número de casos e, sim, a circulação de um novo tipo de vírus, que torna a dengue mais grave”, acrescentou o infectologista. 

De acordo com a secretaria, a dengue é uma doença sazonal – típica do verão – e cíclica, com oscilação de casos e aumento no número a cada três ou quatro anos. Em 2015, segundo a pasta, houve número recorde de infecções, com 709.445 casos. Somente em janeiro daquele ano, foram 41.844 casos. 

Ação conjunta 

Por diretriz do SUS (Sistema Único de Saúde), ainda segundo a pasta, o trabalho de campo para o combate ao mosquito Aedes aegypti compete aos municípios, mas o Estado presta auxílio. Entre os dias 11 e 16 de fevereiro, o Estado atuou em ações conjuntas com as prefeituras para eliminar criadouros e orientar a população. 

Entre os sintomas, estão manchas vermelhas na pele, dores nas articulações, febre e dor de cabeça. Muitas vezes, a dengue é confundida com outras doenças transmitidas pelo Aedes, como zika e chikungunyaAs informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

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