Delegado do caso Érica conta detalhes sobre o crime

Ainda repercute o crime que chocou a população de Votuporanga e região, o rapto e morte da jovem Érica Diogo de Oliveira Guilherme, de 33 anos. O assassino confesso foi preso na tarde do último sábado, em Cardoso, próximo de sua residência e contou detalhes sobre o crime.

Desde então, Wilson Aparecido Rodrigues se encontra preso na Cadeia Pública de Votuporanga em uma cela separada dos demais detentos (seguro).

A reportagem do votunews.com.br entrevistou com exclusividade o delegado que cuida do caso, desde o registro do desaparecimento da mulher até a prisão do assassino e a localização do corpo.

Ao entrar na sala do delegado João Donizete Rossini – titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), a reportagem percebeu o chefe das investigações também chocado com o desfecho do caso.

Em 35 anos de carreira, Rossini não titubeou em dizer que este caso foi o mais chocante desde que faz parte dos quadros da Polícia Civil do Estado. Também destacou a morte da irmã de um ex-BBB morta num canavial entre Votuporanga e Valentim Gentil.

Sobre o caso Érica, Rossini deu detalhes da investigação e a prisão do assassino confesso. Disse que Wilson Rodrigues é uma pessoa fria e calculista e a classificou como um criminoso psicopata.

Rossini explicou que a sua equipe de investigação trabalhou em conjunto com a Polícia Militar desde as primeiras horas da última sexta-feira, quando foi registrada a ocorrência de desaparecimento de pessoa naquela madrugada no Plantão Policial. E diz que: “a polícia fez o que tinha que ser feito, infelizmente, tratamos de um psicopata que assassinou friamente a mulher”, disse.

Sobre o depoimento do acusado, o delegado disse a reportagem que ele não deu muitos detalhes sobre a morte no dia de sua prisão, ficando o depoimento formal marcado para hoje, na Cadeia Pública de Votuporanga e não na DIG. Segundo Rossini, o assassino deverá permanecer recolhido na Cadeia de Votuporanga pelos próximos 30 dias, prazo para a conclusão das investigações.

 

CRONOLOGIA

Na noite de quinta-feira, às 20h04, Érica Dioogo Guilherme é sequestrada dentro do estacionamento de um supermercado e levada, sob ameaça de uma faca, pelo próprio assassino que dirigiu o seu veículo.

Às 20h34, o veículo Palio – da vítima estaciona em um posto de combustível em Valentim Gentil. O motorista – acusado pela morte, entrega o cartão de crédito com a senha da própria vítima, sem sair do veículo. Érica permanece imóvel sem nenhuma reação ao lado do seu assassino. Em dado momento, a vítima tem certa reação em fugir do veículo e pedir socorro. Mas o acusado segura o seu braço.

Às 21h20, segundo informações colhidas pela reportagem, o veículo chega em Fernandópolis, ficando minutos naquela cidade. Em seguida, por volta das 22 horas, Wilson se dirige até Cardoso em companhia de sua vítima.

Às 22h15 – (horário aproximado sem ser confirmado pela polícia) o assassino chega até Cardoso, na rodovia SP 322. Antes de chegar à ponte do rio Thomaizinho, 20 metros antes, o assassino teria amarrado as mãos de Érica com um pedaço de uma toalha de cor laranja e ido até a ponte, onde foi esfaqueada com um faca que possui cerca de 30 centímetros de lâmina.

Pelo menos cinco facadas atingiu o peito e as costas de Érica, que gravemente ferida, foi arremessada a uma altura de oito metros, caindo às margens do córrego Thomaizinho. No local, a reportagem constatou muito sangue no parapeito da ponte, além de uma correntinha de ouro caída no chão, que era da vítima.

Neste momento, Wilson retorna a Fernandópolis onde teria abandonado o veículo da vítima próximo ao Terminal Rodoviário, pegando um ônibus com destino a Votuporanga. Na rodoviária da cidade, ele jogou fora os documentos dentro de um saco de lixo, sendo encontrados no outro dia por zeladores.

Informações não confirmadas dão conta de que o assassino teria retornado de moto ao local do crime para constatar que o corpo da vítima ainda estava lá.

INVESTIGAÇÕES:

O delegado Rossini disse que as investigações ainda estão em seu curso inicial e que muitas informações ainda serão levantadas pela polícia. Ele acredita que o acusado não conhecia a vítima e que sequestrou Érica por acreditar que era uma “presa fácil”, pois estava sozinha no supermercado, mulher e de corpo franzino.

 

A Polícia Civil vai pedir a realização de exame sanidade mental de Wilson Aparecido Rodrigues, além de exames periciais no veículo da vítima para constatar se houve agressão ou golpes de faca na vítima, além da autopsia no corpo da vítima. A reportagem constatou que Érica sofreu pelo menos cinco golpes de facas.

CRIMES

Wilson Aparecido Rodrigues deverá ser indiciado pela Polícia pelos crimes de roubo seguido de morte  – latrocínio e ocultação do cadáver e até a conclusão dos trabalhos de investigação ele continuará preso na Cadeia Pública de Votuporanga pelos próximos 30 dias. Em seguida, deverá ser transferido para o Centro de Detenção Provisária de Rio Preto.

 

 

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