Defesa de marido de ex-tesoureira suspeita de desviar milhões de prefeitura pede reavaliação da fiança de R$ 100 mil

A defesa do marido daex-tesoureira investigada por desviar milhões da prefeitura de Jales (SP) entrou nesta quarta-feira (31) com um pedido no STF para reavaliar o valor da fiança de R$ 100 mil.

Em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (31), o advogado Luís Fernando de Paula disse que foi até Brasília fazer o pedido. De acordo com o advogado, Roberto foi solto na sexta-feira (26) sem pagar a fiança.

“Protocolei a petição no STF e estou aguardando a decisão. Estou em Brasília até para esclarecer que ele tem risco de voltar para a cadeia se não pagar, embora não tenha condição de pagar”, afirma.

A defesa de Roberto alegou que o réu não possui a quantia porque teve os bens bloqueados e pediu a redução ou exclusão do valor da multa.

Na quinta-feira (25), a Justiça de Jales expediu um alvará de soltura de Roberto Santos Oliveira, mediante o pagamento de uma fiança de R$ 100 mil em até 10 dias. Se não pagar a fiança, poderá voltar para a prisão.

“Fiz o pedido para o juiz de primeiro grau, porque precisava da negativa ou autorização dele. O recolhimento da fiança, o ministro deixou claro que era no juízo de primeiro grau. O juiz indeferiu o pedido falando que cabe ao ministro decidir”, diz.

Na Operação Farra do Tesouro, deflagrada pela Polícia Federal, além de Roberto também foram presos a esposa dele, a ex-tesoureira Érica Cristina Carpi, e a irmã dela, Simone Paula Carpi Brandt. Elas cumprem prisão domiciliar.

O cunhado de Érica, Marlon Brandt, também foi preso mas conseguiu habeas corpus em setembro. A Secretária da Saúde de Jales, Maria Aparecida Moreira Martins, chegou a ser presa em julho, no início da investigação, mas teve a prisão revogada pela Justiça.

Érica foi denunciada pelo Ministério Público por formação de organização criminosa, falsidade ideológica, peculato – quando funcionário público pratica crime contra a administração – e lavagem de dinheiro.

A denúncia também aponta a maneira que Érica desviava o dinheiro. Ela criava lançamentos falsos, já que após anotar a lápis a quantia desviada, ela destruía o documento para dificultar uma possível fiscalização.

De acordo com a Polícia Federal, Cristiano Pádua da Silva, a família usou dinheiro público da educação, e principalmente da saúde, para bancar uma vida de luxo, como a construção de um rancho na zona rural de Jales.

Imagens de dentro do imóvel mostram que a “Estância Felicidade” conta com área gourmet, móveis e eletrodomésticos de luxo, piscina e palmeiras no jardim.

No primeiro depoimento à PF, Érica confirmou que fazia os desvios desde 2008. O dinheiro, segundo a polícia, ia direto para contas da ex-servidora e até para as empresas do marido, que abriu três lojas de roupas e calçados.

Além da prisão da família, a polícia lacrou os comércios, a chácara e apreendeu carros de luxo, sendo que um dos veículos havia sido comprado dias antes. Policiais à paisana flagraram Roberto na concessionária fechando o negócio.

G1

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