“Dão muito valor aos artistas aqui,” comenta votuporanguense

O jovem artista de Votuporanga, Fábio Bocchi, de 29 anos, é o único brasileiro convidado para expor suas obras em uma das mais importantes bienais de arte do mundo. Desde o último dia 2, o votuporanguense encontra-se em terras europeias, mais precisamente na cidade de Belgrado, onde de 8 a 15 de junho acontece a Belgrade Biennale 2015.

Em relato ao Diário de Votuporanga, o artista afirma que contou com o auxílio do diplomata da embaixada do Brasil para fazer sua tradução. “Apareci na televisão da Sérvia e nos principais jornais daqui”, disse ele, que se encontrou também com o embaixador da Argentina, que, além de elogiar seu trabalho, o parabenizou muito mais pelo fato dele ter ido à exposição com recursos próprios.

Ele conta que a reação dos embaixadores a saberem desse fato foi inusitada. “Eles disseram que é um absurdo o governo não ajudar a custear esse tipo de trabalho”.

Sobre o lugar, ele conta que, até agora, não viu nada feio. “As ruas são bonitas, é tudo limpo, as pessoas extremamente educadas, o governo aqui investe muito em lazer, a natureza é muito preservada, árvores para todos os lados. As construções são antigas, mas preservadas. Vi também algumas ruínas da guerra que alguns prédios que foram bombardeados, eles continuam intactos, da mesma forma. Sinto que eles sentem ainda a dor. Me arrepiei diante das construções, por onde olho tem história aqui”.

Os artistas lá são tão bem vistos que Fábio já deu até autógrafos. “Sempre que ficam sabendo que sou artista as pessoas aqui pedem autógrafos. Fiquei muito sem jeito com isso, pois no Brasil sempre que dizia que era artista não davam nenhum valor, já até ouvi que é coisa de presidiário, de gente que não tem o que fazer, enfim, dão muito valor aos artistas aqui”, relatou ele.

Fábio volta ao Brasil somente na próxima semana, dia 20, após o final da Bienal.

Artista
Autodidata, Fábio é pintor, desenhista e escultor. “Comecei com meu interesse por arte desde criança. Enquanto os meus amigos iam para as aulas de judô e outros esportes, eu, por não ter tantas condições, ia desenhar. Com o tempo fui me aprimorando, mas nunca fiz nenhum curso, sempre fiz tudo sozinho”, conta o pintor.
Ele afirma que, apesar de ter um estilo próprio, enquadra-se nos estilos de surrealismo e também ao cubismo. Suas obras são únicas e exprimem muito bem seu estilo. Maíra Petruz/Diário de Votuporanga

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