Da música popular à erudita

Com uma das canções mais populares do país, “Aquarela do Brasil”, do compositor mineiro Ary Barroso, a orquestra Arte Viva abriu a apresentação ontem à n o i t e , n a C o n c h a Acústica, em Votuporanga. Em menos de 48 horas, o ‘ar’ do local deixou o clima sertanejo – gravação do DVD de Gustavo Mioto – para uma junção musical entre a música popular com o requinte da música erudita. E novamente o local ficou lotado.

A apresentação gratuita contou com a participação especial de Elba Ramalho. A Orquestra Arte Viva, criada em 1996 pelo maestro Amilson Godoy, propõe uma roupagem mais elaborada à música popular, com o intuito de formar um público exigente.

“Quando falamos de uma Orquestra Sinfônica temos o hábito de relacionar esta manifestação musical com a música clássica. O requinte musical, com raras exceções, privilégio da música erudita, deve estar presente também na música popular”, afirma o maestro, resumindo o conceito pilar da criação de sua orquestra. Outro momento de emoção no show foi a homenagem a Luiz Gonzaga, com as músicas “Assum Preto” e “Asa Branca”, parceria entre Gonzaga e Humberto Teixeira.

Dona de uma das vozes mais expressivas da música brasileira, Elba Ramalho, cantou, dançou e pulou no palcoda Concha. “O show é muito animando. Não tem como não animar com essa parceria que já dura há anos”, disse a cantora, durante coletiva à imprensa, antes da apresentação. No set list da apresentação, Elba cantou sucessos de sua carreira como

“Tenho Sede”, “Eu só Quero um Xodó”, “Lamento Sertanejo”, “Gostoso Demais” e “Aconchego”. Com três décadas de carreira, a Ave de Prata deu um banho de musicalidade e simpatia com o público. “Em todos os lugares que passo, gosto de participar das missas. Sou muito católica”, disse ela, que parou o ensaio com os músicos da orquestra para fazer uma oração assim que o sino da Paróquia Nossa Senhora Aparecida tocou as seis baladas e um trecho da música “Ave Maria”.

Sobre a apresentação

O show é uma realização do projeto Concertos Sinfônicos, do Itaú, que tem a proposta de tornar a cultura mais acessível a diferentes públicos. “O Itaú tem tradição no patrocínio à cultura por entender o seu acesso como ferramenta essencial à construção da nossa identidade e na promoção da cidadania”, diz Fernando Chacon, diretor executivo do Itaú Unibanco.

Luciano Moura
luciano.moura@diariodaregiao.com.br
Caroline Sorechio
caroline.sorechio@diariodaregiao.com.br

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