Cuidados com a higiene bucal evita o mau hálito e os constrangimentos

O mau hálito é um problemão. Atinge cerca de 58 milhões de brasileiros. E em 80 a 90% dos casos sua origem é bucal. Conhecido como halitose, o distúrbio, embora comum, de acordo com a Associação Brasileira de Halitose (Abha) só 1% dos casos é originado no estômago; o restante vem mesmo de complicações da boca.
A associação alerta para o fato de que alguns produtos usados como solução podem, na verdade, agravar. A instituição inclusive tem derrubado mitos ao enfrentar barreiras para alertar a população contra o uso indevido de produtos que não possuem registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A boa notícia é que, segundo o Centro de Excelência no Diagnóstico e Tratamento da Halitose (CETH), hoje já é possível fazer o diagnóstico por meio de um aparelho chamado Oralchroma, em apenas oito minutos.
Segundo o cirurgião dentista Heitor Bernardes Cosenza, de Rio Preto, cada produto tem de ser avaliado de acordo com a necessidade do paciente, uma vez que eles podem ser à base de álcool, nitrato de potássio, cloreto de estrôncio, cetilpiridino ou óleos essenciais (eucaliptol e timol), e, apesar de prometerem combater as colônias de bactérias, na prática, têm efeito mínimo, e mais: eles de nada adiantam se não houver a higiene oral mecânica adequada.

O dentista explica ainda que utilizar soluções para bochechos de maneira aleatória é desnecessário e pode ser perigoso para a saúde bucal. Segundo especialistas, as soluções que contêm clorexidina, por exemplo, são indicadas para períodos curtos pós-cirúrgicos, uma vez que, além do efeito de controle químico da quantidade de bactérias orais, eles podem gerar efeitos colaterais importantes como manchar os dentes, descamar a mucosa e alterar o paladar. “Apesar disso, esses produtos continuam sendo vendidos nas farmácias sem a obrigatoriedade de receitas”, diz.
Para o cirurgião dentista Renato Aredes Ceneviva, especialista em periodontia, entre as causas que levam ao mau hálito de orgiem extrabucal estão os problemas de vias aéreas superiores ou de origem metabólica/sistêmica do organismo: jejum prolongado, ingestão de alimentos capazes de alterar o hálito, além de doenças como diabetes não compensado, hipoglicemia, alterações hepáticas, renais e intestinais. (O Jornal)

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