Crimes que chocaram Votuporanga e acusados foragidos

Três casos, dois dele certamente de homicídio e o outro ainda em investigação, permanecem sem desfecho e ainda mantém completa ou parcialmente o mistério para a Polícia Civil de Votuporanga.

 

Em nenhum deles, a polícia conseguiu prender o acusado, apesar de todos os esforços empreendidos na elucidação desses crimes. Em comum, os três casos chocam pela crueldade e barbárie neles impregnado.

 

Dois deles envolvem pessoas que antes do fato se relacionaram amorosamente e que pela não aceitação do relacionamento amoroso, decidiram acabar com a vida da outra pessoa. O outro assombra por se tratar do abandono de um feto, de cerca de seis meses de gestação, dentro da lata de lixo de um banheiro público. 

Mão decepada

O mais antigo deles é o assassinato da empregada doméstica Sirley Aparecida de Melo, de 44 anos, em 6 de fevereiro do ano passado. O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, Luis Carlos Mendes Pereira, 49, mais conhecido pelo apelido de “Cachorrão”.

 

Ele teria matado Sirlei com golpes de facão, chegando a decepar a mão direita da empregada doméstica. Até hoje Pereira é procurado e, de acordo com as investigações, ele fugiu da cidade ainda na época do homicídio.

 

Sirlei  havia registrado na DDM cinco boletins  contra o ex-companheiro, sendo o último  feito dois dias antes. A Justiça concedeu medida proibindo Pereira de se aproximar da vítima a uma distância de 300 metros.

 

O crime aconteceu por volta das 6h45. Pereira deu voltas com seu automóvel, próximo a casa da vítima, encontrando Sirley em um ponto de ônibus, a poucos metros de casa.

 

A vítima foi atingida por cerca de 10 golpes de facão. Além da mão, os golpes atingiram ainda a cabeça, o rosto, o pescoço e a região abdominal. Testemunhas disseram que antes de ir embora o assassino ainda passou com o automóvel sobre as pernas de Sirley.

 

Bebê na lixeira

Na manhã de 25 de junho, um feto foi encontrado dentro de uma lixeira do banheiro feminino da praça Santa Luzia.  A criança, do sexo feminino, estava dentro de duas sacolas e foi encontrada pela zeladora do local. Dentro do embrulho também foi encontrado um absorvente feminino. Não havia sangue no chão do banheiro.

 

A delegada da DDM, Edna Rita de Oliveira Freitas, disse que na época foram pedidas imagens de câmeras de vigilância de uma casa vizinha. Três mulheres chegaram a ser investigadas, mas nenhuma delas foi indiciada pelo crime. André Nonato

andre.nonato@diariodaregiao.com.br

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