Corregedoria investiga conduta de médico legista em Fernandópolis

A Corregedoria da Policia Civil do Estado de São Paulo abriu procedimento investigatório para apurar a conduta de um médico legista que presta serviços na cidade de Fernandópolis. Ele e um médico plantonista atenderam um paciente, vítima de um ferimento por amar de fogo e que estaria com projétil alojado no corpo. O fato aconteceu em um domingo, dia 1 de setembro deste ano e só veio à tona nas últimas semanas.

O fato também foi narrado pelo vereador Murilo Jacob durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Fernandópolis realizada na última segunda-feira, dia 4. Jacob ainda citou a participação de um terceiro médico que teria vindo de Araçatuba juntamente com o paciente para realizar o procedimento.

Segundo informações apuradas pela reportagem, o legista de Fernandópolis, que também presta serviço de anestesista, teria omitido informações sobre o fato ocorrido. Como é ligado a Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo, teria obrigação de comunicar as autoridades à presença de um homem que teria sido baleado em um confronto.

A diretoria da Santa Casa somente tomou conhecimento na segunda-feira, dia 3, e acabou registrado boletim de ocorrência no 1º Distrito Policial de Fernandópolis

O paciente, que não teve o nome divulgado, recebeu os primeiros socorros, passou por cirurgia e foi liberado.

O caso foi mencionado durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Fernandópolis nesta segunda-feira, dia 4, pelo vereador Murilo Jacob.

O fato foi confirmado pela diretoria da Santa Casa que chegou a emitir uma nota oficial sobre o fato e distribuído a imprensa local

LEIA A NOTA OFICIAL
Em virtude da divulgação, pela imprensa, de notícia quanto a realização de procedimento cirúrgico por médicos de nosso Corpo Clínico para a retirada de projétil de arma de fogo, a Santa Casa de Fernandópolis vem por meio desta esclarecer que a administração do Hospital tomou conhecimento dos fatos no dia posterior ao acontecimento e, de imediato, oficiou o Delegado Titular do 1º Distrito Policial de Fernandópolis, conforme documentação protocolada junto àquela delegacia.

Foi constatado pela administração que profissionais médicos realizaram o procedimento na condição de atendimento particular, informando nos registros médicos que se tratava apenas de “lesão por corpo estranho”, o que não gerou suspeitas.

Esclarecemos que o acesso de tais profissionais para utilização de nosso Centro Cirúrgico por contratação particular é uma prerrogativa da condição que os mesmos possuíam como integrantes de nosso Corpo Clínico. Informamos ainda que os fatos aconteceram em um domingo, data em que não há grande circulação de pessoas dentro do setor, já que são realizadas apenas cirurgias de emergência.

Por fim, reiteramos que a provedoria e administração do Hospital não teve conhecimento prévio ou qualquer participação no ocorrido e que também não compactuou com tal procedimento, sendo que, ao tomar conhecimento, imediatamente procedeu à devida notificação da autoridade policial. Tais fatos não divulgados publicamente por esta instituição a fim de não prejudicar as investigações policiais.

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