Corinthians encara Boca por “libertação” e fim de pesadelo

Enfim, chegou o dia. O Corinthians entra em campo nesta quarta-feira para disputar a primeira final de Copa Libertadores de sua história.

E a tarefa rumo a um título que teima em não chegar promete ser espinhosa: o time alvinegro terá que vencer ninguém menos que o lendário Boca Juniors, seis vezes campeão do torneio e um dos maiores carrascos de clubes brasileiros em todos os tempos.

Faltam apenas dois jogos para a “libertação” e o fim do pesadelo corintiano de jamais ter vencido o campeonato continental.

“Ganhamos do Vasco, após empate em São Januário, vencemos o Santos na Vila, e agora ter o Boca Juniors na final é um charme, um ar mais sofisticado, um algo a mais. É um time místico, o Boca Juniors tem muita história, mas isso não entra em campo. Agora é hora de pensar em fazer a história do futuro, e o Corinthians também tem história”, disse o meio-campista Alex, um dos astros da equipe.

“O Corinthians venceu Paulistas, Copa do Brasil, Brasileiros, que são torneios difíceis. E a Libertadores chegou na primeira final agora, é uma oportunidade que caiu no nosso colo e a chance de escrever uma história que ainda não foi escrita, de ser os responsáveis por essa libertação”, emendou o jogador, nos vestiários de La Bombonera.

O Corinthians jamais foi tão longe na competição continental. O máximo que já havia alcançado foi a semifinal da edição de 2000, quando sucumbiu frente ao arquirrival Palmeiras. O Boca, por sua vez, foi campeão em 1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2006, além de três vices – em 1963, 1979 e 2004 – sendo um dos mas bem-sucedidos times da história da Libertadores, e com um estádio do tamanho de sua grandeza.

“A Bombonera é um estádio que tem um mística especial. O torcedor fica muito próximo, mas a essência é ficar concentrado no jogo, focando-se nessa situação. No Pacaembu é assim também, na Vila Belmiro é assim: o equilíbrio emocional se foca no confronto”, comentou o técnico Tite, que recorreu à campanha corintiana na Libertadores deste ano para avisar que não teme o caldeirão do estádio portenho. “Temos o melhor saldo e a melhor campanha”, disse.

O atacante Emerson, um dos mais conhecidos do elenco na Argentina, por sua vez, sonha alto com o troféu continental para entrar de vez na história do clube. “Se não for esse ano, espero que seja, mas o clube está crescendo e me lembro das pessoas que fizeram esse clube grande. Está na hora de o Corinthians ganhar, hora de coragem, pensamento. Agora eu acho que chegou a hora do Corinthians”, proferiu o jogador.

O técnico Tite confirmou o Corinthians com força máxima para encarar o Boca Juniors nesta quarta-feira, às 22h, pelo duelo de ida da decisão: Cássio; Alessandro, Chicão, Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Jorge Henrique e Emerson. O Boca, por sua vez, vai com: Orión; Roncaglia, Schiavi, Caruzzo e Clemente Rodríguez; Ledesma, Somoza, Erviti e Riquelme; Mouche e Santiago Silva. O time brasileiro pode estar a dois jogos de, enfim, encerrar de vez um trauma. (Terra.com.br)

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