Copa e freio na economia adiam Movinter para 2016

A 10ª edição da Movinter, uma das maiores feiras moveleiras do País, foi adiada para 2016. O anúncio foi feito ontem pelos organizadores em razão do cenário econômico e ao calendário comprometido pela Copa do Mundo e Eleições.

 

A feira estava marcada para ocorrer entre os dias 21 e 24 de julho, no Interior Eventos, em Mirassol. Em nota oficial, as diretorias do Sindicato da Indústria do Mobiliário de Mirassol (Simm) e da Movinter fizeram o anúncio sobre o adiamento do evento para daqui a dois anos. A nova data do evento será anunciada em breve. 

 

 
Para a Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora do evento, a situação atual causa preocupação aos compradores e aos expositores que investiram na feira. Segundo eles, houve concordância em assembleia realizada nesta semana. Neste ano, a Movinter completa 20 anos de realização e tinha como meta receber 30 mil visitantes. O evento já tinha a confirmação de 130 expositores de todo o País de móveis como camas, armários de cozinha, racks, estofados, entre outros. A perspectiva com a feira era movimentar cerca de R$ 200 milhões com os negócios gerados.

 

O vice-diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), José Luiz Franzotti, diz que a decisão dos organizadores da Movinter foi inteligente e reflete o momento pelo qual passam todos os industriais da região, independentemente do setor. “Estamos em um momento de incerteza, de redução do crescimento do PIB e menos resultado gerados pela Copa do que se esperava. O empresário fica cauteloso e optar por não investir e reduzir custos. É esperar passar a Copa e as eleições.”

História

 

Criada em 1995 pelo Simm, a Movinter atraiu pelo menos 300 mil visitantes do Brasil e de alguns países, e movimentou cerca de R$ 1 bilhão na economia brasileira. O evento também tem como marca a realização de rodadas internacionais de negócios que fazem parte do Programa Brazilian Furniture. A última feira, realizada em 2012, teve como fator estimulante a prorrogação da isenção do Imposto sobre a Produção Industrial (IPI) para o setor de móveis e chegou a movimentar R$ 200 milhões, 11% a mais do que em 2010l, quando o volume chegou a 180 milhões. Nenhum dos organizadores do evento quis se pronunciar sobre o assunto. diarioweb.com

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