Conheça vários procedimentos para reverter a calvice

Ficar careca é algo que apavora homens e mulheres em todo o mundo. E quando pesquisas comprovam que este é um problema que afeta a vida das pessoas e cada vez mais jovens, a preocupação aumenta. “Nos últimos cinco anos, houve um crescimento de 20% de homens com idades entre 22 e 28 anos que apresentaram calvície precoce e um acréscimo de 10% em mulheres de 30 a 35 anos com queda capilar”, afirma o cirurgião plástico Carlos Oscar Uebel, de Porto Alegre, que é referência mundial na área de tratamento de problemas capilares e um dos coordenadores do XV Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, que acontecerá de 14 a 16 de março do ano que vem, em São Paulo.

O evento abordará esse tema, entre vários outros, com objetivo de trazer novidades para a solução do problema. A boa notícia é que com nomes distintos, hoje só fica calvo quem não pode pagar por um transplante. Afinal, com diferentes técnicas é possível reimplantar os lugares onde os cabelos não mais existem.

Uebel por exemplo, realiza o chamado microtransplante de raízes capilares da região da nuca – onde é encontrada a melhor qualidade genética do cabelo – para área desnudada. Este trabalho é feito por meio de microincisões pontiformes, denominada de extração da unidade folicular (FUE), que vem do inglês Follicular Unit Extraction e os reaplicam no lugar onde deseja ver o cabelo crescer.

O cirurgião gaúcho Carlos Uebel conta que na técnica MIC, ao se extrair os folículos capilares, está na verdade retirando as células-tronco, que estão no bulbo capilar, daí o sucesso ao serem transplantados para a área calva. Uma vez, que o mesmo leva consigo toda a carga genética para aquela região. “Com isto, fica garantida a qualidade de crescimento e durabilidade. Para serem estimulados, depois de retirados, esses bulbos são mergulhados em uma solução ativa de plasma concentrado. Depois de ativados, são implantados, um a um, no paciente”, diz.

Como resultado, a área tratada pode atingir um aumento de 52% de cabelo e o resultado estético é natural. “O paciente não sairá da cirurgia cheio de cabelo como em um passe de mágica. O microtransplante é gradativo. Os fios que foram transplantados crescerão como os fios já existentes dentro do prazo que varia de 3 a 4 meses. Isso garante uma naturalidade muito grande e a certeza de um resultado satisfatório”, afirma Uebel.

Em Rio Preto, o dermatologista João Carlos Pereira, já faz o procedimento de forma pioneira, na chamada gigasessão, e também conhecida como Hybrid Transplant. O procedimento reúne as duas técnicas já consagradas de transplante capilar, que conta com o reconhecimento da classe científica e total apoio da Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração do Cabelo, são elas a FUT (Follicular Unit Transplantation) e a FUE (Follicular Unit Extraction).

“O que antes era necessário de 3 a 4 cirurgias padrões para cobrir toda área calva, agora é resolvido, na maioria dos casos, com duas gigasessões (como é denominada devido a grande quantidade de enxertos transplantados na área calva em uma mesma cirurgia)”, diz o especialista. Podem ser implantados de 1,5 mil a 4,5 mil fios em cada cirurgia, cuja duração pode variar de 2 a 5 horas.

Submetido ao procedimento, há cerca de dez anos, o empresário Rafael Fuzinelli, de 31 anos, é só elogios ao método. “Ninguém diz que fiz o implante de tão natural que ficou. Sem falar na autoestima da gente que fica muito elevada. A gente se sente tão bem que quer comprar roupas novas, melhora tudo. E é uma alegria ter de cortar os cabelos novos que crescem”, comemora.

Transplante tem restrições

A calvície pode ir do grau um ao seis, de acordo com a extensão que ocupa na cabeça de cada pessoa. De características hereditárias, hormonais ou cronológica, afinal quanto mais velho se fica, mais chance de ficar careca. Ao contrário que se convenciona pensar, quando hereditária, a calvície tem origem materna. Evidente que aqueles que são totalmente carecas, não tem a indicação do transplante capilar, que só pode ser feito com doação da própria pessoa.

Quem também realiza o transplante pelo método FUE, é o cirurgião plástico Rubem Bottas Neto, de Rio Preto, que observa dentre as restrições para se utilizar o método as contraindicações gerais para qualquer cirurgia. “Também não é indicado para aqueles cuja densidade de cabelos na parte de traz da cabeça, é mínima”, lembra.

Diferenças 
Bottas diz que o método tem sido mais usado, atualmente, por quem não tem cabelo suficiente para encobrir a cicatriz, que fica ao se retirar a faixa de cabelo na área doadora, na tradicional técnica chamada FUT. “Esta é a técnica clássica, que é chamada de Strip ou FUT, e implica em retirar uma faixa de couro cabeludo, que posteriormente é dividida em unidades foliculares, por uma técnica com microscópios apropriados. O método deixa apenas uma cicatriz linear no couro cabeludo, que some em meio aos cabelos”, diz.

Ao contrário desta técnica, a FUE implica em retirar e implantar fio a fio. Muito embora a técnica não permita a cobertura de grandes áreas devido a menor quantidade de fios transplantados.

 

Cecília Dionizio – Diário da Região

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