Condenada por mandar matar marido é presa pela polícia

Mulher recorreu da sentença e aguardava em liberdade –

Birigui:- A corretora de imóveis Kátia Maranhão Malheiros, 43 anos, de Birigui, condenada em 2010 a 33 anos e quatro meses de prisão pela participação no assassinato do marido dela, o empresário Santo Afonso Malheiros, foi presa na manhã de domingo (26).

Ela recorreu da sentença e aguardava o julgamento em liberdade. Em decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), a ré obteve a redução da pena para 14 anos de prisão.

A sentença transitou em julgado e no início deste mês, o juiz da Vara de Execuções Criminais de Araçatuba, Henrique Castilho, expediu o mandado de prisão, que foi cumprido por policiais militares. Presa na casa dela, a mulher passaria por Araçatuba antes de ser encaminhada para a penitenciária de Tupi Paulista.

 

DENÚNCIA

Segundo a denúncia, o empresário foi assassinado na manhã de 5 de janeiro de 2005, na estrada vicinal Jocelin Gottardi, em Araçatuba. O crime foi praticado por Roberson Alves Bueno e Paulo Rodrigo Maranhão, irmão de Kátia, com ajuda dela.

Consta ainda que o casal se separou um mês antes do assassinato, mas havia retomado a vida conjugal. Ao planejar o crime, segundo a Promotoria de Justiça, Kátia queria ficar com os rendimentos que a imobiliária do marido proporcionaria durante a vida e a após a morte dele.

Ela contou com ajuda do irmão, que era funcionário da imobiliária e na ocasião estava afastado do serviço se recuperando de um acidente de trânsito. Ele era amigo de Bueno.

 

O CASO

Naquela manhã, os dois estavam na casa do irmão de Kátia, que foi até o local em um Ford Ecosport acompanhada do marido. Enquanto a vítima falava ao telefone, Bueno se escondeu atrás da porta da sala, com uma corda na mão. Assim que entrou no imóvel, o empresário foi atacado por trás e teve o pescoço preso pela corda.

Nesse momento, o irmão de Kátia surgiu com um revólver e a vítima foi agredida com socos, chutes e coronhadas, até cair no chão. Ela teve as mãos e as pernas amarradas, foi coberta com um lençol e foi colocada no porta-malas do Ecosport, que estava na garagem.

 

Kátia dirigiu o carro até a rotatória da estrada vicinal com a rua Aviação, onde desceu e Bueno assumiu a direção do veículo. O irmão dela seguia o carro em uma moto.

 

PLANO

O plano era jogar a vítima amarrada no rio Tietê, mas próximo ao quilômetro 1,9 da estrada, o condutor perdeu o controle e o carro bateu em uma cerca de arame. Após o acidente, ele pegou o revólver e atirou, ferindo a vítima no ombro esquerdo, pescoço e cabeça, causando a morte.

Kátia permaneceu na rotatória por cerca de 15 minutos, aguardando a execução. Ela simulou a uma pessoa que passava pelo local que foi vítima de roubo, junto com o marido, que foi levado junto com o carro, a bolsa e joias. A polícia foi chamada e soube que a Ecosport estava acidentada.

Após encontrar o corpo do empresário no porta-malas, ainda amarrado, os policiais foram à casa da mãe de Kátia. Eles encontraram marcas de pneus do Ecosport na garagem e respingos de sangue. No quarto do irmão da condenada foi apreendido um rolo de fio elétrico e de cordão de náilon idênticos aos utilizados para amarrar a vítima e munição de calibre 38. Ele foi preso em flagrante na ocasião.

 

SEM MOTIVO

O TJ-SP considerou que não havia motivo para anular o júri e que as provas confirmaram a participação dela, que inicialmente alegou que o irmão a obrigou a participar do crime. Disse ainda que o marido era muito ciumento e que o irmão dela havia presenciado algumas discussões entre o casal.

Kátia foi condenada por homicídio triplamente qualificado, mas a pena foi reduzida porque o tribunal considerou que uma das qualificadoras não pode ser reconhecida como causa de aumento da pena.

(Lázaro Jr. F.R. Araçatuba)

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