Condenação de ‘Monstro’cai pela metade

Com a redução, ele deve ganhar direito ao semiaberto daqui a 6 anos e 8 meses

O Tribunal de Justiça (TJ) reduziu pela metade a pena do aposentado de Fernandópolis Clóvis dos Santos, 59 anos, por abusar sexualmente de uma das netas no período em que ela tinha idade entre 8 e 14 anos. Santos, protagonistade um enredomacabro de incestos em série com suas filhas e netas que durou 25 anos, havia sido condenado pela 1ª Vara Criminal de Fernandópolis a 30 anos de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável. Pelo Código Penal, a pena para o delito vai de oito a 15 anos, mas pode ser aumentada caso a caso. O aposentado está atrás das grades desde outubro de 2011, quando o caso veio à tona, denunciado por uma das netas abusadas, Manuela (os nomes dos familiares são todos fictícios). Com a redução da pena, ele deveganhar direitoaoregime semiaberto daqui a seis anos e oito meses – esse tempo pode ser encurtado por meio do trabalho na prisão. Em junho deste ano ele foi transferido da penitenciária de Andradina para a de Iaras. Cabe recurso da condenação. Procurado ontem à tarde, o advogado dele, Bruno Miranda de Carvalho, não foi localizado. O acórdão com os argumentos dos desembargadores deve ser divulgado nos próximos dias.

Macabro

A história macabra da família Santos, que mora em Brasitânia, distrito de Fernandópolis, foi narrada em 2012 pelo Diário. Os abusos começaram em 1987, quando Aline, filhade Clóvis e mãedos seuscinco netos começou a ser abusada pelo pai aos 11 anos de idade. À polícia, Aline disse que “não ‘olhava’ seu pai ‘como um pai’, e sim como ‘homem, sentia atração física por ele, sentia desejo sexual”. Na mesma época, Clóvis investiu também contra outra filha, Elaine, então com 13 anos. Mas, diferente da irmã, ela delatou o pai à polícia em 1992, e o aposentado foi denunciado à Justiça por estupro. Por falta de provas, acabou absolvido – esses crimes já prescreveram. Consentidos por Aline, os abusospersistiram. Por váriosanosela dividiu a mesma cama de Clóvis – a mãe dela e mulher do aposentado, Zaíra, dormia em outro quarto. Do relacionamento nasceram Mirian e Murilo, seus filhos-netos. Após Aline dar à luz esse último, a libido de Clóvis teria se voltado para a neta-filha Marcela, hoje com 17 anos,deficiente mental,e paraManuela, 15 anos, única filha de Aline que não é ao mesmo tempo filha do aposentado. Os abusos contra Manuela e Marcela duraram seis anos, segundo o MP, e começaram quando a mais nova, Manuela, tinha apenas 8 anos. Os estupros só cessaram em outubro de 2011, quando Manuela relatou os abusos a uma enfermeira da UBS de Brasitânia, que repassou o caso para a polícia. O MP também pedia a condenação do aposentado pelo estupro de Marcela, mas o réu foi absolvido nesse caso por falta de provas. Diário da Região de Votuporanga

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