Comunidade deve denunciar fraude em inscrições

Quem souber de pessoas que possuem casa própria ou que não se encaixam nos padrões exigidos e se inscreveram para participar do processo de sorteio das 330 casas do Residencial Boa Vista, deve denunciar à Prefeitura. Este foi o pedido da diretora de Habitação, Tatiana Megiani.

 

Na manhã de ontem, ela esteve na Rádio Cidade, participando do Jornal da Cidade. Esclareceu as principais dúvidas dos ouvintes, que fizeram questão de ligar na emissora para falar: pessoas com condições financeiras e outras até com carro 0Km estavam na fila para fazer sua inscrição.

Denúncia na Câmara
Na última sessão da Câmara, o vereador Douglas Lisboa informou que recebeu denúncias de que uma família teria passado o imóvel para os filhos, que ainda são menores. Um outro casal teria simulado divórcio. Tudo para fazer as inscrições.

 
“Ficamos sabendo que teve gente na fila até com carros novos. Peço para que a população nos ajude e denuncie estes casos. O nosso maior órgão fiscalizador são os moradores. Procurem o Departamento de Habitação, não é preciso se identificar. Antes do sorteio, iremos verificar, mais uma vez, cada caso”, falou.

 
Tatiana contou que nos dois últimos processos de casas populares, existiram três denúncias onde foi confirmado falsidade na declaração dos documentos. “Mesmo passando pelo critério da Caixa Econômica Federal, nós fomos atrás e desclassificamos”.

 
Em relação aos casos apresentados pelo vereador Douglas,ela disse que não tinha conhecimento, mas que tudo será apurado.

 

 

Fila
A diretora de Habitação falou que o primeiro dia de inscrição, foi o de maior aglomeração, devido ao fato dos próprios interessados não portarem os documentos exigidos. “Muita gente tinha dúvida e o atendimento previsto até 10 minutos, foi para 20.Já no segundo dia não teve isso, pois muitos conversaram entre si, ficaram sabendo e levaram tudo que era exigido”.

 
De 8.324 agendamentos, 4.844 pessoas efetuaram suas inscrições. Tatiana explicou aos ouvintes o porquê da queda de mais de três mil interessados. “Na verdade, o agendamento foi aberto a todos, mas as pessoas tinham que possuir em mente os pré-requisitos, principalmente renda salarial e tempo de moradia na cidade”, falou.
Ela explicou que as prestações serão cobradas no valor de 5% do que as pessoas declararam de renda. A parcela mínima será de R$ 25.

Ouvintes questionam
A ouvinte Terezinha, do bairro Patrimônio Velho, questionou se seria destinada uma cota para pessoas que moram em bairros carentes (favelas). Tatiana explicou que devido a uma portaria, quem residia em área de risco e desfavelamento poderia se inscrever. “Tem uma cota destinada a este público sim, assim como para idoso e portador de necessidades especiais. Temos que seguir isso”, falou.

 
Outra ouvinte que ligou foi a dona de casa Isabel, do bairro Santos Dumond. Ela quis saber se o cidadão que tinha nome incluso no SCPC (popular “nome sujo”) poderia participar da seleção. A diretora respondeu que sim.

 

Karolline Bianconi – A Cidade

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